Até a chegada da Yamaha Tracer 7 a marca parecia adormecida desde que tirou de linha suas motos de maior cilindrada, a Tracer 900 GT e, mais recentemente, a MT-09 aqui no Brasil.
Assim, manteve por um bom tempo somente a MT-07. Nesse interim, concentrou seus esforços na ampliação e modernização de sua linha de baixa cilindrada.
Um dos motivos dessa demora em trazer as motos teria sido a adequação desses modelos ao Promot5+, mais precisamente no quesito emissão de ruídos, ao qual alguns deles não teriam sido aprovados.

Finalmente parece que foi tudom resolvido e a marca dos diapasões trouxe a Yamaha Tracer 7 e a R7 para o Brasil. Aqui nós testamos a Tracer, que mostrou muita competência e capacidade de diversão.
Design da Yamaha Tracer 7
Sem dúvida, a Yamaha Tracer 7 chama a atenção pela exuberância de suas linhas na dianteira, onde saltam aos olhos o DRL e os projetores em LED todos separados e marcados por ângulos ao seus redores na parte frontal da carenagem.
Dalí saem as abas laterais do tanque com suas passagens de ar para o motor em combinação perfeita com o belo formato do tanque que é bastante estreio no encaixe das pernas.
O maior contraste nos volumes da moto fica por conta da traseira minimalista, onde o banco bipartido acaba na lanterna embutida sob o banco da garupa em conjunto super compacto.

Ergonomia e conforto
A Yamaha Tracer 7 é confortável? Sim, ela tem bom nível de conforto. Afinal, para quem busca uma moto e pretende incluir a estrada em sua utilização, isso é primordial.
A ergonomia da Tracer 7 é bem acertada, com o corpo em posição ereta e relaxada, as pernas vão levemente recuadas e a distância e largura do guidão finalizam o bom projeto da ergonomia.
A moto parece alta, mas depois de passar a perna sobre a rabeta e montá-la, apoiar os pés no chão não é difícil, ao menos para meu 1,80 metro. Por outro lado, o banco ainda pode ser regulado em 20 mm (de 830 mm a 850 mm).

O projeto Tracer
Oriundas das naked MT, tanto a Tracer 7 quanto a Trcer 9, nasceram para transferir as virtudes dinâmicas delas para modelos voltados ao turismo, porém, com maior nível de conforto e, lógicamente, sem perder a diversão na pilotagem.
Assim, o chassi tubular em aço do tipo diamond foi combinado com bengalas invertidas na dianteira e um monoamortecedor acoplado por links à balança assimétrica de alumínio. O conjunto oferece regulagem de retorno hidráulico na dianteira e da pré-carga da mola na traseira.
O conjunto se mostrou bastante eficiente, tanto em nossa rodagem urbana, quanto na estrada, ou seja, ela ofereceu muita competência no contorno de curvas quanto na absorção das imperfeições do asfalto urbano.
Definitivamente, a Yamaha conseguiu um bom equilíbrio entre capacidade de absorção de impactos, principalmente no uso urbano, e de contornar curvas com estabilidade e precisão. Por isso, este é um dos pontos fortes da Tracer 7
O motor CP2
O propulsor já é nosso conhecido, afinal, há anos equipa a MT-07, porém, já não tem toda aquela personalidade que me fascinou anos atrás, culpa do famigerado Promot, agora na fase 5+, que tem obrigado às fábricas a limitar eletronicamente seus motores por conta, principalmente do ruído.
Nesse sentido, não é que o motor não seja empolgante, mas ganhou outra personalidade que remete à sensação de que precisaria receber um remap nervoso para voltar a ter aquela pegada, digamos, mais insana.

O ronco dos seus dois cilindros com defasagem de 270 graus é muito agradável e se transforma em eletrizante a partir das 7 mil rotações.
Na prática, assim que você arranca, o motor responde com excelente torque até as 4 mil rotações, mas se você continuar exigindo na aceleração, vai perceber que até as 6 mil ele parece amarrado, então á partir daí ele acorda e recupera sua identidade inebriante.
Eletrônica da Tracer 7
Controle de tração e ABS são os equipamentos de segurança ativa da Yamaha Tracer 7. Nesse sentido, os dois modos de pilotagem (Standard e Custom), já têm os presets definidos.
Diferente da versão europeia, que tem mais modos de pilotagem e de customização dos parâmetros, a versão brasileira da Yamaha Tracer 7, só permite ajustar a intensidade do controle de tração no modo Custom em três níveis de interferência.

Nesse sentido, o acesso às configurações é feito pelo joystick no punho esquerdo e mostrado no belo painel em TFT de cinco polegadas.
O sistema também conta com conexão via Bluetooth via app Y-Connect e pode navegar por mapa ou setas de direção por meio do Gramin StreetCross.
Freios
O sistema de freios composto por dois discos de 298 mm e pinças radiais de quatro pistões na roda dianteira e um disco de 245 mm com pinça simples na roda de trás., ambos assistidos por ABS.
Há potência de sobra no manete exigindo pouca força para as frenagens que em todo tipo de acionamento funciona com precisão e competência, com o ABS entrando em ação sem exageros.

A Tracer 7 é equilibrada e muito versátil
A escolha de uma motocicleta envolve muito mais do que critérios racionais: a emoção, a identificação com determinado estilo e a preferência por uma marca também pesam na decisão. Afinal, cada motociclista tem suas próprias expectativas e necessidades.
Quem procura uma big trail, por exemplo, geralmente pensa em viagens e longos percursos. Nem sempre pretende encarar estradas de terra, mas valoriza a versatilidade para sair do asfalto quando necessário.
Entretanto, quando o usuário diário também faz parte da rotina, o porte dessas motocicletas pode representar um desafio. Altura elevada, dimensões generosas e peso maior nem sempre combinam com a praticidade exigida no trânsito urbano.
É justamente nesse cenário que a Yamaha Tracer 7 se destaca. Com dimensões mais compactas e 203 quilos em ordem de marcha, ela combina agilidade e facilidade de condução. Assim mostra-se uma opção interessante para quem busca uma moto capaz de enfrentar o trânsito da cidade sem renunciar da proposta sport-touring e da disposição para viajar.

Quem são as concorrentes da Yamaha Tracer 7
Entre as concorrentes diretas da Yamaha Tracer 7 estão modelos crossover com rodas de 17 polegadas, que combinam características de touring e versatilidade para diferentes situações de uso. Nesse grupo, destacam-se a Honda NC750X (R$ 62.570), a Triumph Tiger Sport 660 (R$ 62.990) e a Kawasaki Versys 650 (R$ 55.590).
Com preço sugerido de R$ 59.990, a Tracer 7 ocupa uma posição intermediária nesse comparativo. Além disso, oferece um pacote tecnológico bastante competitivo, com destaque para o painel TFT conectado, controle de tração, piloto automático e limitador de velocidade.
Portanto, a Yamaha chega à disputa com uma combinação interessante de preço, tecnologia e versatilidade, posicionando-se como uma alternativa atraente para quem procura uma crossover média para usar na cidade e viajar.
Para completar o pacote, a Yamaha vai oferecer alguns acessórios para quem pretende pegar a estrada com a Tracer 7, assim, o interessados poderão comprar top case, malas laterais para pegar a estrada.
E você, o que achou do lançamento da Yamaha Tracer 7 no Brasil? Deixe seu comentário nas redes sociais da MOTOCICLISMO!
