Card image
Testes
Primeiras impressões ao guidão do Honda Elite 125

4 Minutos de leitura

  • Publicado: 14/12/2018
  • Atualizado: 14/12/2018 às 14:15
  • Por: Carlos Bazela

Honda, Elite 125, Yamaha, Neo 125 UBS, Neo, Honda Elite, Yamaha Neo, scooter, moto, PCX 150, PCX, motociclismo, mobilidade, Motociclismo Online, Revista Motociclismo, scooter de entrada, motociclista iniciante, teste, primeiras impressões, Suzuki, Haojue, Lead 110, Lindy 125, Burgman 125

A Honda, em 2015, quando tirou da linha de produção o Lead 110, deixou um vácuo que a Suzuki, com o Burgman 125, a Yamaha, com a Neo 125 e recentemente Haojue, com a Lindy 125, puderam aproveitar até agora. Mas, com o novo Elite 125, a marca da asa quer deixar claro que a farra acabou para as concorrentes. Segundo a Honda, as motos já começaram a ser faturadas e a rede de concessionárias deverá tê-las disponíveis entre o final de dezembro e inicio de janeiro.

Para ver se na prática é isso mesmo, fomos até Santos (SP), onde a Honda preparou um test ride urbano com o Elite. Neste pequeno, mas agradável, contato inicial, já pude ter uma excelente primeira impressão do novo scooter. O Elite salta aos olhos pelo desenho moderno cheio de ângulos e vincos por todos os lados. No escudo frontal o conjunto óptico formado por farol, piscas e luzes de posição toma conta de boa parte frente, ajuda a valorizar as linhas do escudo e o deixa com aspecto moderno.

Honda, Elite 125, Yamaha, Neo 125 UBS, Neo, Honda Elite, Yamaha Neo, scooter, moto, PCX 150, PCX, motociclismo, mobilidade, Motociclismo Online, Revista Motociclismo, scooter de entrada, motociclista iniciante, teste, primeiras impressões, Suzuki, Haojue, Lead 110, Lindy 125, Burgman 125

Veja também:
Honda revela o preço do scooter Elite 125
Elite 125 é o novo scooter de entrada da Honda no Brasil
Conheça o scooter Neo 125, agente duplo da Yamaha

Na traseira, a bonita lanterna toma conta de boa parte do conjunto, ladeada por dois bonitos painéis de nylon texturizado, a iluminação é feita com lâmpadas convencionais, assim como nos piscas dianteiros. O cuidado com o acabamento é incontestável. O encaixe das peças é perfeito, sem espaços, e a bela combinação de cores e texturas dão impacto sensorial. O painel redondo é todo digital e do tipo Blackout, com fundo escuro, a seu lado compondo o design em formato de diamante, estão as luzes espias.

Honda, Elite 125, Yamaha, Neo 125 UBS, Neo, Honda Elite, Yamaha Neo, scooter, moto, PCX 150, PCX, motociclismo, mobilidade, Motociclismo Online, Revista Motociclismo, scooter de entrada, motociclista iniciante, teste, primeiras impressões, Suzuki, Haojue, Lead 110, Lindy 125, Burgman 125

O Elite parece pequeno, mas ao subir nela percebo que minhas pernas compridas (tenho 1,80 m) têm espaço suficiente e não ficam esbarrando no escudo frontal, o assoalho reto ajuda a ter mais mobilidade nos pés. O scooter tem boa ergonomia com guidão a distância correta, que deixa os braços em posição bastante neutra. O banco tem bom tamanho e formato; e a capa de tecido aderente ajudam a manter o traseiro no lugar.

Grata surpresa

Ao acionar o motor monocilíndrico de 124,9 cm³ injetado e de refrigeração forçada (por ventoinha) a ar, percebe-se o baixo nível de ruído e de vibração, a ficha técnica mostra que ele rende 9,34 cv a 7 500 rpm e 1,05 kgf.m a 6 000 rpm de potência e torque máximos. Os números em si não impressionam, mas a sensação de respostas rápidas ao giro do punho alegra o passeio. Segundo os homens da fábrica, as respostas rápidas ao acelerador também são geradas pelo bico injetor posicionado bem próximo à válvula de admissão (quase injeção direta).

Honda, Elite 125, Yamaha, Neo 125 UBS, Neo, Honda Elite, Yamaha Neo, scooter, moto, PCX 150, PCX, motociclismo, mobilidade, Motociclismo Online, Revista Motociclismo, scooter de entrada, motociclista iniciante, teste, primeiras impressões, Suzuki, Haojue, Lead 110, Lindy 125, Burgman 125

O chassi do Elite é do tipo underbone e as suspensões tradicionais, bengalas na dianteira e um amortecedor na traseira, fixado na caixa da transmissão CVT. Apesar de ter rodas pequenas, com aro de 12 polegadas na dianteira e 10 na traseira, os pneus têm perfil alto (90/90-12 e 100/90-10) o que ajuda no amortecimento. O funcionamento do conjunto é suave e tem uma capacidade de absorção de impactos que, na verdade eu não esperava em um scooter, sem chacoalhar o guidão. E olha que andamos em vias com pavimento péssimo e os paralelepípedos e buracos da zona do porto de Santos.

Para finalizar as primeiras impressões tenho que falar dos freios, um disco na dianteira de 190 mm e tambor de 130 mm atrás em sistema combinado. Ou seja, ao acionar o manete do freio traseiro, ele também aciona o dianteiro. A pegada dos freios é potente e pegajosa, parando com facilidade os aproximados 120 quilos do Elite. Os engenheiros também colocaram um funcional freio de estacionamento, que é acionado por uma pequena alavanca no manete esquerdo.

O Elite estará disponível em quatro cores: branca, azul, preta e vermelha. O preço estampado na etiqueta será de R$ 8 250, preço bem próximo dos R$ 8 290 reais pedidos pela concorrente direta, a Yamaha Neo 125.

Texto: Ismael Baubeta
Fotos: Honda