O mercado brasileiro de motocicletas manteve a estabilidade em setembro de 2026, consolidando um volume expressivo de emplacamentos e um ritmo de crescimento robusto no acumulado do ano.
Dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) mostram que foram licenciadas 205.032 motocicletas no mês, o que representa um leve recuo de apenas 0,09% na comparação com agosto, quando foram registradas 205.221 unidades — na prática, um resultado de estabilidade técnica, visto que ambos os meses contaram com os mesmos 21 dias úteis.
Na comparação com setembro de 2025 (205.873 unidades), o segmento apresentou uma pequena oscilação negativa de 0,41%. No entanto, o balanço de janeiro a setembro reafirma a força do setor: o acumulado atinge 1.783.971 motocicletas emplacadas em 2026, alta de 10,54% frente às 1.613.818 unidades registradas no mesmo período do ano passado.

A Honda manteve seu amplo domínio no país ao garantir novamente os quatro primeiros lugares do ranking geral, liderada absoluto pela CG 160. Entre os destaques do mês, a Shineray retomou a 3ª posição entre as marcas que mais vendem no país, enquanto disputas acirradas agitaram categorias como Naked e CUB.
CG 160 lidera com folga
A Honda CG 160 expandiu sua vantagem no topo da tabela ao alcançar 48.835 emplacamentos em setembro. O volume representa quase um quarto de todas as motocicletas vendidas no Brasil durante o mês.
Nas posições seguintes, a Honda assegurou a hegemonia com a Pop 110i (24.277 unidades), a Biz (23.355 unidades) e a NXR 160 Bros (17.449 unidades).

A quinta colocação geral seguiu com a Mottu Sport 110i, que registrou 7.937 unidades.
Honda lidera entre as marcas e Shineray retoma o 3º lugar em setembro
A Honda fechou setembro com 137.408 emplacamentos, mantendo a liderança absoluta do mercado nacional. A Yamaha garantiu o segundo lugar, com 28.787 unidades.
A grande movimentação do mês ocorreu na terceira colocação: a Shineray somou 11.174 licenciamentos e ultrapassou a Mottu (7.937 unidades), revertendo o cenário do mês anterior. A Avelloz apareceu no 5º lugar (3.260 unidades), seguida de perto pela Bajaj (3.255 unidades) e pela Royal Enfield (3.122 unidades).

Top 10 das marcas de motos mais vendidas em setembro
- Honda: 137.408
- Yamaha: 28.787
- Shineray: 11.174
- Mottu: 7.937
- Avelloz: 3.260
- Bajaj: 3.255
- Royal Enfield: 3.122
- Haojue: 2.250
- Triumph: 1.182
- BMW: 1.156
No acumulado de janeiro a setembro de 2026, a Honda já ultrapassa a marca de 1,16 milhão de unidades, enquanto a Shineray consolida sua vantagem de mais de 20 mil motos à frente da Mottu no ano.

Top 10 das marcas de motos no acumulado do ano (Jan–Set/2026)
- Honda: 1.168.186
- Yamaha: 248.542
- Shineray: 107.710
- Mottu: 86.907
- Avelloz: 28.551
- Bajaj: 28.142
- Royal Enfield: 26.448
- Haojue: 20.649
- Triumph: 10.685
- BMW: 10.416
Pop 110i abre vantagem sobre a Biz nas CUB e disputa acirrada nas Naked
No segmento CUB, a Honda Pop 110i repetiu o feito do mês anterior e liderou a categoria com 24.277 unidades, ampliando a diferença em relação à Honda Biz, que fechou setembro com 23.355 emplacamentos.
Entre os Scooters, a liderança continuou sob o domínio da Honda PCX 160, responsável por 4.017 licenciamentos no período.
Outro grande destaque do mês foi a disputa acirradíssima na categoria Naked: a Yamaha MT-03 garantiu o topo do segmento por uma margem mínima, registrando 800 unidades — apenas 5 motos a mais do que as 795 unidades emplacadas pela Bajaj Dominar 400.

Confira as 20 motos mais vendidas no Brasil em setembro de 2026
A lista dos 20 modelos mais emplacados do país reflete o forte apelo das motocicletas urbanas e de uso diário, com destaque para a presença constante de Honda, Yamaha, Shineray e Mottu no topo da tabela.
| Posição | Modelo | Emplacamentos em setembro |
|---|---|---|
| 1º | Honda CG 160 | 48.835 |
| 2º | Honda Pop 110i | 24.277 |
| 3º | Honda Biz | 23.355 |
| 4º | Honda NXR 160 Bros | 17.449 |
| 5º | Mottu Sport 110i | 7.937 |
| 6º | Yamaha Factor | 6.654 |
| 7º | Honda XRE 190 | 4.778 |
| 8º | Honda XRE 300 Sahara | 4.462 |
| 9º | Yamaha FZ15 | 4.421 |
| 10º | Honda CB 300F Twister | 4.052 |
| 11º | Honda PCX 160 | 4.017 |
| 12º | Shineray SHI 125 | 3.590 |
| 13º | Yamaha Lander 250 | 3.373 |
| 14º | Yamaha Fazer 250 | 3.307 |
| 15º | Yamaha Crosser 150 | 3.073 |
| 16º | Shineray SHI 175 | 2.409 |
| 17º | Honda Elite 125 | 2.005 |
| 18º | Yamaha RAY ZR | 1.653 |
| 19º | Honda ADV 160 | 1.467 |
| 20º | Yamaha NMAX | 1.406 |

As motos líderes de cada segmento em setembro
Cada categoria de mercado mantém seus nomes de referência, atendendo desde o transporte diário de passageiros e carga até o lazer em viagens e pistas.
| Segmento | Modelo Líder | Emplacamentos em Setembro |
|---|---|---|
| City | Honda CG 160 | 48.835 |
| CUB | Honda Pop 110i | 24.277 |
| Trail | Honda NXR 160 Bros | 17.449 |
| Scooter | Honda PCX 160 | 4.017 |
| Esportiva | Yamaha R15 | 1.085 |
| Maxitrail | Royal Enfield Himalayan 450 | 808 |
| Naked | Yamaha MT-03 | 800 |
| Custom | Royal Enfield Hunter 350 | 724 |
| Touring | Harley-Davidson Road Glide | 33 |
Motocicletas impulsionam o 2º melhor resultado histórico do setor automotivo
O resultado do setor de duas rodas integra um momento positivo para toda a indústria automobilística. Segundo o balanço da Fenabrave, os emplacamentos totais de veículos no Brasil alcançaram 509.686 unidades em setembro — o melhor mês de setembro de toda a série histórica, com alta de 1,15% sobre agosto e de 8,32% sobre setembro de 2025.
Com 4.233.468 veículos comercializados entre janeiro e setembro (+14,41%), o mercado automotivo brasileiro registra o segundo maior acumulado de três trimestres da história, ficando atrás apenas do recorde estabelecido em 2011.

Sobre o desempenho das motocicletas, Arcelio Junior, Presidente da Fenabrave, destaca a resiliência e a estabilidade da demanda consumidora:
“As motocicletas apresentaram resultado próximo da estabilidade em setembro, tanto na comparação mensal quanto na anual, e mantêm crescimento no acumulado de 2026. O crescimento acumulado mostra que a demanda permanece, mesmo depois dos volumes elevados registrados no ano passado.”
O executivo também ressaltou o avanço contínuo das motocicletas elétricas e eletrificadas no país:
“O uso urbano e profissional é uma aplicação importante para as motocicletas elétricas, especialmente em operações nas quais custo de utilização e facilidade de recarga têm peso na decisão de compra”, analisa o presidente da entidade.
