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Competições
Rally Dakar 2019 começa no Peru

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  • Publicado: 07/01/2019
  • Atualizado: 21/01/2019 às 12:16
  • Por: Carlos Bazela

Neste domingo, dia 06, aconteceu a largada da 41ª edição do Rally Dakar, que neste ano será realizado somente em solo peruano. São mais de 5 mil quilômetros de prova, sendo quase 3 mil deles de trechos cronometrados. O rali passará pelas cidades de Lima, Pisco, San Juan De Marcona, Arequipa, Moquegua e Tagna em 11 dias de competição, que começou pra valer nesta segunda-feira, 07, com a etapa entre Lima e Pisco.

No Dakar deste ano, a dupla Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin tentará repetir a vitória de 2018 entre os UTVs. “Desafio é a palavra que me vem na cabeça quando se fala em Dakar. Mesmo já tendo sido campeão, cada Dakar é uma experiência única com situações únicas”, define Varela. “O Dakar é a Fórmula 1 do rali e o mais difícil desafio do mundo! Nele você supera três fatores: pessoal, profissional e físico”, ressalta Gugelmin.

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O filho de Varela, Bruno, que aos 22 anos faz sua estreia na competição ao lado de Maykel Justo, que já competiu em sete edições do Dakar como navegador de Jean Azevedo, que está fora da prova . “É a realização de um sonho poder competir no maior e mais desafiador rali do mundo e ter meu pai comigo”, comenta Bruno.

A categoria UTV ainda conta com mais cinco brasileiros: os irmãos Cristian e Marcos Baumgart, que ao lado dos navegadores Beco Andreotti e Kleber Cincea, disputarão juntos o Dakar pela primeira vez e o veterano Lourival Roldan, que já venceu em 2017 ao lado de Leandro Torres, e é atualmente navegador do português Miguel Jordão.

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“Ainda não acredito que vou disputar meu primeiro Dakar”, diz Cristian. “Sempre pensei em correr o Dakar, já poderia ter corrido alguns anos atrás, mas aguardei o momento certo e estar bem preparado para competir”, conta Marcos Baumgart. Todos os brasileiros nas UTVs competirão com modelos Can-AM Maverick X3.

Já nas motos, o Brasil está representado em 2019 por Marcos Colvero e Lincoln Berrocal, que competem com suas KTM. “Até alguns anos atrás imaginava ser daqueles sonhos intangíveis, mas à medida que fui ganhando experiência nos ralis e treinos no exterior junto com uma preparação física e mental bem planejada a confiança começou a aproximar este sonho da realidade”, diz Colvero.

Já Berrocal mostra que nunca é tarde para atingir um sonho e disputa seu primeiro Dakar aos 60 anos. “Sinto que a hora de parar está chegando e quero cumprir esse sonho de competir no Dakar para fechar essa minha história com o meu maior sonho realizado. Só penso em terminar todos os dias de competição e já me sentirei um vencedor”, disse.

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Entre as marcas, a fabricante austríaca, aliás, é o inimigo a ser batido. Em 2019, a KTM entra no Dakar com 19 vitórias no currículo, sendo a última delas no ano passado, com Matthias Walkner, que está competindo este ano, mas acredita que a pressão recai mais sobre os ombros dos novatos do que nos seus.

“Eu acredito que pilotar como o número um me dá mais motivação do que pressão – acho que os caras que nunca venceram o evento carregam mais essa pressão, disse. O piloto sinalizou também que o Rally Dakar deste ano deverá ser bem diferente, por ser disputado em um país só. “Definitivamente vai ser um Dakar diferente este ano, eu normalmente prefiro uma variedade maior de terreno, mas estou ansioso para dar tudo de mim e reivindicar outro bom resultado”, finalizou.

Fotos: Divulgação, Marcelo Machado e Marcin Kin