A convite da Voge, fomos ao circuito do Haras Tuiuti, onde conhecemos e aceleramos toda a linha que marca a estreia da fabricante chinesa no Brasil. Integrante do grupo Loncin, a marca chegou ao país com quatro modelos: os scooter SR3 e SR4 Max e as aventureiras DS525X e DS900X.
Nesta avaliação, contamos como é a experiência ao guidão dos scooter SR3 e SR4 Max, modelos que chegam para disputar espaço entre os modelos de média cilindrada apostando em tecnologia, desempenho e um amplo pacote de equipamentos.

O preço da Voge SR3 é de R$ 33.880
O primeiro que acelerei foi o SR3, que apesar de ser o representante de entrada da marca para o segmento, é bem completo e tem design moderno e agradável. Ele concorrerá diretamente com Dafra Cruisym 300 e Yamaha XMax 300, que já têm bom histórico no país.
Apesar de ter dimensões compactas, o SR3 oferece bastante espaço para o piloto. Com 1,80 metro de altura, encontrei boa distância entre o banco e o escudo frontal, acomodando bem as pernas, sem qualquer aperto.
A altura do banco e seu desenho também facilitam o apoio dos dois pés no chão, enquanto o guidão está bem posicionado e completa um conjunto ergonômico bastante confortável.

Quais são os itens tecnológicos do Voge SR3
Entre os destaques do pacote tecnológico do SR3 estão:
- Punhos e assento aquecido;
- Sistema keyless;
- Câmera frontal HD (1080 MP);
- Painel em TFT colorido e com conexão via Bluetooth;
- ABS e controle de tração;
- Para-brisa regulável;
- Freio de estacionamento;
- Iluminação no bagageiro sob o banco.
O conjunto coloca o SR3 entre os scooter mais completos da categoria. Sob o banco há espaço suficiente para acomodar um capacete integral e outro do tipo jet, além de pequenos objetos.
Como é o motor do SR3
O propulsor, como na maioria dos scooter, é monocilíndrico de 244 cm³, tem refrigeração líquida e gera 25,5 cv de potência e 2,3 kgf.m de torque.
As respostas ao acelerador são rápidas e o ganho de velocidade acontece de forma progressiva. O conjunto agrada principalmente no uso urbano, onde o motor entrega agilidade sem transmitir a sensação de esforço. Na reta do Haras Tuiuti, o velocímetro indicou top speed de 116 km/h.
Esse motor, aliado ao tanque de 14 litros, promete render uma excelente autonomia tanto na rodagem urbana quanto na utilização rodoviária.

Como é andar no SR3: ciclistica e dinâmica
O SR3 tem bengalas convencionais na dianteira e suspensão traseira com dois amortecedores. Embora o teste tenha sido em asfalto muito liso, circunstância bem diferente da encontrada diariamente nas ruas em que circulamos diariamente, o conjunto se mostrou estável e bastante confortável.
As rodas são de 14 polegadas na dianteira e 13 polegadas atrás e são calçadas com os pneus Maxxis Pro, 120/70 e 140/60, respectivamente. Definitivamente eles se mostraram bem aderentes e transmitiram muita confiança na pilotagem.
Em ritmo mais esportivo, o limite de inclinação aparece relativamente cedo. Nas curvas para a esquerda, o cavalete central toca o asfalto; para a direita, é a parte inferior da carenagem que raspa no chão. Trata-se de uma característica que você dificilmente perceberá no uso urbano, mas que merece atenção em estradas sinuosas.
Por outro lado, em estradas muito sinuosas é preciso ter precaução com as curvas mais fechadas para não ser pego de surpresa e ter a roda traseira levantada com o apoio do cavalete e perder o controle da moto.
Por último, o controle de tração poucas funcionou poucas vezes e foi, invariavelmente, com o scooter em inclinação máxima, já que as condições de aderência eram quase perfeitas (com pista de bom asfalto e seco). Assim a sensação é de pequenos cortes na aceleração, sem por isso interferir na trajetória.







Qual é o sistema de freios do SR3
Os freios do SR3 merecem elogio. Na frente o disco de 260 mm casado tem uma pinça de dois pistões que faz conjunto com o disco de 240 mm da traseira que também tem pinça de dois pistões.
O sistema é potente, bem modulável e bastante eficiente. Nos testes de frenagens mais fortes o ABS atua com precisão enquanto você sente o manete vibrar. Nessa condição o bumbum é lançado para a frente, o que exige apoiar pelo menos um dos pés na parte da frente do assoalho para se manter no lugar.
Definitivamente o SR3 é mais uma boa opção de scooter de baixa/média cilindrada que acaba de chegar; bem equipado, bonito, eficiente e muito divertido. Suas virtudes e beleza fazem os R$ 33.880 valer a pena.
O topo de linha Voge SR4 Max chega pelo preço de R$ 51.880
Topo de linha dos scooter Voge aqui no Brasil, o SR4 Max impressiona visualmente, pelas linhas modernas e bem-marcadas, do escudo frontal e faróis, passando pelas laterais. O pacote inclui o banco de dois níveis com generoso encosto para a lombar do piloto.
A Voge SR4 vai encarar concorrentes que também chegaram há pouco como a Dafra Sym ADXTG300 (R$ 32.99), que é bem menos equipado e os Zontes: 350E (R$ 38.650) e 368G (R$ 45.800), os quais também têm bom nível de equipamentos.

Saiba quais as diferenças entre os itens tecnológicos do Voge SR4 Max em relação ao SR3
O Voge SR4 Max tem todos os componentes tecnológicos do SR3 e outros que o diferenciam, são eles:
- Para-brisa com regulagem elétrica;
- Radar anticolisão traseira.
Como são a ergonomia e a posição de pilotagem do Voge SR4 Max
Foi só montar no Voge SR4 Max que percebi uma grande diferença do banco em relação ao SR3. A espuma do assento é bem mais rígida, mas o encosto da lombar oferece excelente encaixe e favorece o conforto, principalmente se a ideia for rodar muitos quilômetros.
Do mesmo modo, a posição do guidão foi bem calculada para deixar os braços semiflexionados e a posição do corpo neutra. Há muito espaço para o piloto se movimentar na pilotagem, tanto no banco quanto na plataforma para os pés.

Por sua vez, a garupa no SR4 Max também foi privilegiada com um banco espaçoso, duas belas alças e as plataformas para os pés, bastante amplas, oferecem conforto extra. A visão da garupa é ampliada pela posição mais alta em relação ao do piloto.
Qual é o motor que equipa o scooter Voge SR4 Max
O SR4 Max tem motor de 350 cm³, refrigeração líquida, quatro válvulas que gera 34 cv de potência e 3,5 kgf.m de torque.
Nesse sentido, as respostas ao giro do punho convencem, a velocidade máxima do SR4 Max chegou a 121 km/h marcada no painel, pouco acima da velocidade alcançada pelo SR3.
Dessa forma, foi nas curvas contornadas com maias empolgação, que pude sentir o controle de tração atuar com o corte da ignição fazendo o motor ronronar, mudando seu som, mas garantindo que a roda mantivesse a aderência e a trajetória da moto.
Ou seja, por se tratar de um motor de 350 cm³, achei que suas repostas poderiam ser mais vigorosas, embora não tenha faltado motor, por assim dizer.

Como funcionam os freios do Voge SR4 Max
O SR4 Max tem o mesmo modelo de suspensões que o irmão menor, ou seja, bengalas convencionais na frente e duplo amortecedor traseiro, porém o conjunto tem ajustes nitidamente mais rígido.
Sendo assim, o casamento da suspensão com as rodas maiores, de 15 polegadas na dianteira e 14 polegadas atrás, calçadas com os excelentes pneus Pirelli Angel Scooter, lhe rendem um caráter mais esportivo na pilotagem.
Assim, na pista pude acelerar forte e contornar as curvas com a moto bem grudada ao chão e, diferente da irmã menor, raspou bem menos seus componentes no asfalto.




O sistema de freio é quase um exagero, em relação à potência, peso e proposta do scooter. Na dianteira, dois discos de 265 mm de diâmetro são mordidos por potentes pinças radiais de quatro pistões, assinadas pela J.Juan, mas isso é uma virtude, afinal é melhor ter freio demais do que o contrário.
Sem dúvida o Voge SR4 Max empolga pelo apelo visual e pela dinâmica divertida, mas por se tratar de um motor de 350 cm³ poderia ter empolgar mais nas acelerações e ter maior velocidade final.
O excelente pacote tecnológico também é um atrativo que pode valer a pena pagar. Assim, se você está em busca de um scooter diferenciado para curtir na cidade e na estrada, certamente estará bem montado.