A indústria de duas rodas acaba de sofrer um abalo sísmico. A WP Suspension, historicamente reconhecida por manter as KTM, Husqvarna e GasGas coladas ao solo, anunciou sua expansão definitiva: nasce a WP Braking Systems.

Com uma planta de 6.000 m² e foco inicial no fornecimento OEM (Equipamento Original), a WP não está apenas fazendo freios; ela está democratizando a performance de pista para as motos do dia a dia.
A obsessão pelo peso: pinça radial de 740 gramas
O “carro-chefe” desta estreia é a pinça dianteira radial de quatro pistões (FCR4). Em um mercado onde cada grama de massa não suspensa conta, a WP entregou uma peça de apenas 740 gramas.
- Rigidez Máxima: a estrutura possui uma ponte central que minimiza a flexão sob pressões extremas.
- Versatilidade: seu design ultra-estreito permite a montagem em rodas raiadas, resolvendo um problema crônico de espaço em modelos Supermoto e Trail de alta performance.

Ciência de materiais e gestão térmica
A WP aplicou o conhecimento de décadas de MotoGP e MXGP para resolver o maior inimigo do piloto: o fading.
- Pistões de Alumínio Anodizado: trabalham em conjunto com vedações de EPDM para garantir que o curso do manete permaneça constante, mesmo após sucessivas frenagens no limite.
- Mangueiras de PTFE: esqueça a expansão volumétrica das mangueiras de borracha. As linhas trançadas de politetrafluoroetileno suportam pressões de até 40 bar, garantindo que a força aplicada pelo piloto chegue integralmente às pastilhas sinterizadas.
Do MotoGP para a KTM 390 Duke
A primeira moto a “sentir” essa revolução será a KTM 390 Duke 2026. A WP introduziu uma bomba radial (FMR4) para motores até 500 cilindradas, algo inédito na categoria. O objetivo é claro: oferecer para um jovem piloto de motos pequenas a mesma dosagem e precisão de frenagem que Brad Binder tem em sua RC16 oficial.

Eficiência dinâmica: menos atrito, mais velocidade
A WP focou na redução do torque de resistência. Através de usinagem de precisão, eles reduziram o atrito residual das pastilhas quando o freio não está acionado. O resultado? Menos desgaste, menor consumo e uma moto que “roda” mais solta nas entradas de curva.
O fim da dependência da Brembo?
A criação da WP Braking Systems é um movimento de mestre da KTM para verticalizar a produção. Se a WP conseguir entregar a mesma consistência que entrega nas suspensões, a concorrência (especialmente a ByBre no segmento de entrada) terá que se mexer. Para nós, pilotos, o ganho é claro: mais controle por menos peso.