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Honda Super Cub: a epopeia da moto que colocou o mundo sobre duas rodas

  • Publicado: 31/01/2026
  • 3 Minutos de leitura

A história da Honda Super Cub começa com uma visão audaciosa em um Japão que ainda tentava se reconstruir na década de 1950. Soichiro Honda, o fundador, e Takeo Fujisawa, o gênio financeiro da marca, viajaram pela Europa em 1956 e perceberam que os scooters e ciclomotores da época eram ruidosos, pouco confiáveis e difíceis de pilotar. Soichiro queria algo diferente: uma moto que pudesse ser pilotada com uma só mão (para que os entregadores de soba pudessem carregar bandejas com a outra) e que fosse amigável para todos.

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Honda Super Cub 2026: legado de 1958 – foto: Divulgação

1958: o nascimento do mito

Em agosto de 1958, a Honda Super Cub C100 chegava ao mercado. Ela introduziu conceitos revolucionários:

  • Motor 4 Tempos: Enquanto o mundo usava motores 2 tempos esfumaçados, a Honda apostou em um motor de 50 cm³ OHV 4 tempos, mais limpo e silencioso.
  • Embreagem Centrífuga: Eliminou o manete de embreagem, tornando-a acessível a qualquer pessoa.
  • Rodas de 17 polegadas: Grandes o suficiente para lidar com as estradas precárias do Japão da época.
  • Escudo Frontal: De plástico polietileno (uma inovação então), protegendo as pernas do piloto e dando um visual amigável.
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Honda Super Cub 1958: o início do legado – foto: Divulgação

“You Meet the Nicest People on a Honda”

Nos anos 60, a Super Cub conquistou os EUA com a campanha publicitária mais famosa do motociclismo, quebrando o estigma de que “moto era coisa de rebelde”. Em 2017, a linha Super Cub atingiu a marca histórica de 100 milhões de unidades produzidas, consolidando-se como o veículo mais vendido do planeta.

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Honda Super Cub 20217: evolução sem perdem a essência – foto: Divulgação

A evolução até a Honda Super Cub C125 2026

Recentemente lançada no Japão, a Honda Super Cub C125 2026 é o ápice dessa jornada de quase sete décadas. Ela não é mais uma moto de baixo custo, mas sim um ícone “Neo-Retro” de luxo.

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Honda Super Cub C125 2026 – foto: Divulgação

Especificações da C125 2026 (Japão):

  • Motor: 124 cm³, monocilíndrico, SOHC, refrigerado a ar, agora com ajustes de injeção eletrônica para a nova norma Euro 5+ (e sua equivalente japonesa).
  • Transmissão: Semiautomática de 4 marchas (sem manete de embreagem), mantendo a tradição de Soichiro.
  • Tecnologia: Smart Key (partida por aproximação), iluminação Full LED e painel digital embutido no velocímetro analógico clássico.
  • Ciclística: Rodas de liga leve com acabamento diamantado, freio a disco na dianteira com ABS e uma suspensão refinada para maior conforto.
  • Design: A silhueta de “pescoço de cisne” permanece intocada, mas com acabamento de joalheria. Para 2026, novas cores pastéis e metálicas foram introduzidas, resgatando tons dos anos 60 com tecnologia de pintura moderna.
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Honda Super Cub C125 2026 – foto: Divulgação

Por que ela ainda importa?

Esta não é apenas mais uma história sobre motocicletas; é a história da mobilidade moderna. A Honda Super Cub é, sem exagero, o veículo motorizado mais importante da história da humanidade, superando em números e impacto cultural ícones como o Ford Model T e o Volkswagen Fusca. A Honda Super Cub é o único veículo que conseguiu se manter fiel ao seu propósito original por 68 anos.

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Honda Super Cub C125 2026 – foto: Divulgação

Enquanto outras motos ficaram maiores, mais rápidas e mais complexas, a Super Cub 2026 continua sendo sobre liberdade simples. Ela é o elo vivo entre a genialidade de Soichiro Honda e o futuro da mobilidade urbana. Pilotar uma C125 hoje é pilotar a história, mas com o conforto e a confiabilidade do século XXI. Que história fascinante.

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