A Avelloz AZ170 Bravo está prestes a chegar ao mercado brasileiro. Com estreia programada os próximos dias, o modelo terá a missão de disputar um dos segmentos mais importantes do país. Primeira Street da marca, a novidade conta com motor de 170 cm³ e preço público sugerido abaixo de R$ 18 mil, segundo informações obtidas com exclusividade pela MOTOCICLISMO.
A AZ170 Bravo foi desenvolvida para enfrentar modelos já consolidados entre as motocicletas de baixa cilindrada, como Honda CG 160 e Yamaha Factor 150, além de motos de outras marcas. A estratégia da Avelloz é entrar justamente em uma categoria que responde por cerca de 40% das vendas de motocicletas no Brasil, segundo Caio Siqueira, diretor de Operações e Produtos da empresa. O executivo deu informações sobre a nova motocicleta da Avelloz em entrevista exclusiva à MOTOCICLISMO.
Uma street para disputar o mercado de entrada
A AZ170 Bravo chega em um momento de expansão do portfólio da Avelloz. Até 2024, a empresa trabalhava com apenas um modelo de 50 cm³. No final daquele ano, passou a comercializar também as AZ 125 e AZ 160, ampliando sua atuação no mercado de motocicletas.
Agora, a Bravo acrescenta a categoria Street à gama da fabricante. Segundo Siqueira, a intenção é atuar nos principais segmentos de entrada do mercado, reunindo produtos nas categorias Cub, Scooter, Trail e Street.

A escolha da categoria não é por acaso. De acordo com o executivo, o segmento Street representa cerca de 40% das vendas totais de motocicletas no Brasil. Por isso, a Avelloz considera fundamental disputar espaço nesse mercado.
A estratégia coloca a Bravo diante de concorrentes já estabelecidos, mas a fabricante aposta em uma combinação de desempenho, tecnologia e custo-benefício para conquistar consumidores.
Motor de 170 cm³ é um dos diferenciais
A Avelloz aposta em uma configuração mecânica mais sofisticada para tentar se destacar entre as motocicletas de baixa cilindrada.
A AZ170 Bravo terá motor monocilíndrico de 170 cm³, fornecido pela chinesa Loncin. Segundo dados prévios revelados pela própria fabricante, o propulsor entrega 18,3 cv de potência e 1,5 kgf.m de torque.
O conjunto utiliza quatro válvulas, enquanto boa parte das motocicletas tradicionais dessa faixa trabalha com duas. Outro diferencial apontado pela Avelloz é o arrefecimento a óleo, em vez do sistema exclusivamente a ar.

A taxa de compressão é de 9,8:1, enquanto o comando é do tipo OHC. De acordo com a fabricante, o motor foi desenvolvido para combinar desempenho e economia. A expectativa de consumo é de aproximadamente 35 km/l.
Para Caio Siqueira, essa configuração permite à Bravo oferecer ao consumidor de entrada recursos técnicos normalmente associados a motocicletas de maior cilindrada. O executivo também destaca a parceria com a Loncin, que já fornece motores para outros modelos da Avelloz e deverá participar de futuros projetos da marca.
Preço abaixo de R$ 18 mil
O preço será um dos principais argumentos da AZ170 Bravo. Em entrevista exclusiva à MOTOCICLISMO, Caio Siqueira afirmou que o preço público sugerido ficará abaixo de R$ 18 mil.
O valor, porém, ainda não foi oficialmente divulgado pela marca pernambucana. Portanto, trata-se da expectativa da fabricante para o posicionamento comercial da novidade.

Se mantida essa faixa, a Bravo terá como proposta oferecer uma motocicleta de 170 cm³ com mais potência e recursos técnicos por um valor competitivo dentro do segmento.
A estratégia acompanha o discurso da própria empresa, que aponta qualidade e custo-benefício como dois dos principais diferenciais de seus produtos.
Garantia de três anos
Outro dado revelado com exclusividade pela MOTOCICLISMO é a política de garantia.
Segundo Caio Siqueira, a AZ170 Bravo terá três anos de garantia, sem limite de quilometragem.
A medida ganha importância para uma marca que busca ampliar sua presença no mercado nacional. Além de competir por preço e especificações, a Avelloz precisa conquistar a confiança de consumidores acostumados a fabricantes tradicionais.
Por isso, o pós-venda aparece como um dos pilares da estratégia da empresa.
Pós-venda será outro ponto de atenção
De acordo com Siqueira, a Avelloz mantém atualmente um índice superior a 90% de disponibilidade de peças para pronta entrega em sua operação.
Para a AZ170 Bravo, a promessa é começar a comercialização com um estoque robusto de componentes de reposição no país.
A fabricante também destaca o uso de peças intercambiáveis com itens disponíveis no mercado paralelo. A estratégia, segundo o executivo, busca facilitar a manutenção e permitir que o proprietário tenha alternativas para realizar reparos fora da rede autorizada.
A Avelloz também vem ampliando sua rede de distribuição, historicamente mais concentrada no Nordeste, enquanto busca aumentar sua presença em outras regiões do país.
Produção começa com importação
A AZ170 Bravo também terá papel importante na estratégia industrial da Avelloz.
Inicialmente, a motocicleta será importada, permitindo que a marca comece a comercialização antes da conclusão de sua estrutura industrial própria em Manaus.
Ao mesmo tempo, a Avelloz fechou uma parceria com o Grupo DBS para a produção inicial da Bravo no Brasil. A previsão apresentada pela empresa é começar a montagem nacional em 2027.
A fabricante também está construindo sua própria estrutura no Polo Industrial de Manaus. Segundo Caio Siqueira, a transformação será gradual, com a coexistência entre importação e produção nacional durante o período de transição.
A capacidade produtiva estimada, considerando as estruturas da Avelloz e da DBS, chega a 5.000 motocicletas por mês.

Um projeto desenvolvido para o Brasil
Apesar de utilizar componentes e tecnologia provenientes da China, a Avelloz afirma que a Bravo não foi simplesmente escolhida no exterior para ser importada.
Segundo o executivo, o projeto está em desenvolvimento há mais de dois anos e passou por processos de engenharia, testes, validações e tropicalização realizados tanto na China quanto no Brasil.
A empresa também afirma ter trabalhado na criação de uma identidade visual própria para seus produtos, dentro de uma estratégia de design que pretende tornar as motocicletas da marca facilmente reconhecíveis.

O que ainda falta conhecer
Apesar das informações já divulgadas, a ficha técnica da AZ170 Bravo ainda não está completa.
A Avelloz ainda deve revelar detalhes como peso, dimensões, capacidade do tanque, medidas dos pneus, altura do assento, entre-eixos, especificações completas de suspensão e freios, além dos equipamentos e da configuração definitiva da motocicleta para o mercado brasileiro.

O desafio da AZ170 Bravo
A Avelloz pretende chegar a pelo menos sete modelos até julho de 2027, ampliando sua atuação nas categorias em que já trabalha e avançando também para faixas de cilindrada maiores, chegando futuramente a 450 cm³.
Nesse cenário, a AZ170 Bravo será um produto importante para a expansão da marca, especialmente pela entrada em uma categoria de grande volume e pela possibilidade de ampliar sua presença entre os consumidores do Sul e Sudeste.
A combinação de 18,3 cv, motor de 170 cm³, quatro válvulas, arrefecimento a óleo, garantia de três anos sem limite de quilometragem e preço estimado abaixo de R$ 18 mil dá à novidade argumentos interessantes para disputar o mercado de entrada.
O desafio, entretanto, será transformar esses números e promessas em uma experiência capaz de convencer o consumidor diante de concorrentes já estabelecidos. Para isso, ainda será necessário conhecer o preço definitivo, a ficha técnica completa e, principalmente, como a Bravo se comportará nas ruas brasileiras.
A MOTOCICLISMO continuará acompanhando o desenvolvimento da AZ170 Bravo e os próximos passos da Avelloz no mercado brasileiro.
