Testes GSX-S1000 Suzuki

Suzuki GSX-S1000GT 2026: quando a alma de pista encontra o horizonte

  • Publicado: 25/02/2026
  • 5 Minutos de leitura

Existem motos que tentam ser tudo para todos e acabam não sendo nada para ninguém. E existe a Suzuki GSX-S1000GT 2026. Ao parar diante dela pela primeira vez, o nariz baixo e agressivo, com os faróis duplos de LED monofocais em formato hexagonal, deixa claro: esta não é uma moto de turismo comum. Ela tem o olhar de uma predadora, mas a promessa de uma companheira de jornadas infinitas.

imagem do piloto em ação com a Suzuki GSX-S1000GT
Suzuki GSX-S1000GT 2026 – foto: Gustavo Epifanio

Ao subir na Suzuki GSX-S1000GT, a primeira surpresa é a ergonomia. Esqueça a posição curvada da antiga GSX-S1000F. Aqui, o guidão de alumínio é 23 mm mais largo e está inclinado mais próximo do corpo. A posição é ereta, natural, com os joelhos em um ângulo relaxado, mesmo com as pedaleiras posicionadas para garantir que você não raspe os “pinos de aviso” na primeira curva mais ousada.

imagem lateral Suzuki GSX-S1000GT 2026
Visual arrebatador – foto: Gustavo Epifanio

O despertar da besta

Um toque rápido no botão, cortesia do Suzuki Easy Start, e o quatro cilindros de 999 cm³ ganha vida. O som é o clássico uivo Suzuki: metálico, encorpado e urgente. Embora seja Euro 5, a engenharia de Hamamatsu conseguiu manter aquela nota de admissão que faz o coração acelerar. Saímos para o trecho urbano e o sistema Low RPM Assist brilha; a moto flui no trânsito pesado sem engasgos, com uma embreagem assistida tão leve que você esquece que tem 152 cv sob o assento.

imagem do motor da Suzuki GSX-S1000GT 2026
Motor 4 cilindros em linha tem funcionamento liso e perfeito – foto: Gustavo Epifanio

Mas a Suzuki GSX-S1000GT clama por espaço. No momento em que a rodovia se abre, selecionamos o Modo A (Active) no seletor de modos (SDMS). A resposta do acelerador Ride-by-Wire é instantânea. O motor, herdado da lendária GSX-R1000 K5, entrega um torque avassalador em médias rotações. Você não precisa reduzir marchas para ultrapassar; mesmo em sexta marcha, basta girar o punho e a GT projeta você para o horizonte com uma força linear que parece não ter fim.

imagem do quick shift da Suzuki GSX-S1000GT 2026
Quick shift extremamente preciso – foto: Gustavo Epifanio

Quick Shift bidirecional trabalha de forma cirúrgica, permitindo trocas para cima e reduções num piscar de olhos que faz qualquer piloto parecer um profissional de Superbike. Curioso o fato de que em baixas rotações e baixa velocidade, o Quick Shift funciona mais preciso e sem o menor tranco, já de mão no fundo você sente o corte brusco da injeção e percebe o corpo se mexer um pouco para a frente, mas tudo numa fração de segundo.

imagem do piloto em curva com a Suzuki GSX-S1000GT 2026
Desempenho excelente em curvas – foto: Gustavo Epifanio

Estabilidade em “velocidade de cruzeiro”

Quando a Suzuki GSX-S1000GT atinge a velocidade desejada na estrada, o Controle de Cruzeiro torna-se o seu melhor amigo. Ajustamos a velocidade pelos comandos intuitivos no punho esquerdo e a GT assume o comando com uma precisão impressionante. É aqui que notamos o trabalho de túnel de vento. A bolha, embora compacta, desvia o ar de forma eficiente por cima do capacete, enquanto as dobras laterais da carenagem protegem os ombros e joelhos. A proteção aerodinâmica é tão bem calculada que o cansaço simplesmente não aparece.

imagem frontal da Suzuki GSX-S1000GT 2026
Proteção da carenagem amplia conforto – foto: Gustavo Epifanio

O chassi de alumínio e o braço oscilante de Superbike dão à Suzuki GSX-S1000GT uma estabilidade em linha reta que parece trilho de trem. Mesmo com as malas laterais opcionais de 36 litros carregadas e um passageiro a bordo, a traseira não oscila. As malas laterais parecem pequenas, mas comportam um capacete fechado. O chassi de alumínio e o braço oscilante de Superbike dão à moto uma estabilidade em linha reta que parece trilho de trem. Mesmo com as malas laterais opcionais de 36 litros carregadas e um passageiro a bordo, a traseira não oscila. As malas laterais parecem pequenas, mas comportam um capacete fechado.

imagem das malas laterais da Suzuki GSX-S1000GT 2026
Malas laterais comportam um capacete integral – foto: Gustavo Epifanio

As suspensões KYB da Suzuki GSX-S1000GT são totalmente ajustáveis e fazem uma leitura primorosa do asfalto. Na frente, o garfo invertido de 43 mm oferece um feeling de frente que encoraja você a frear mais tarde para atacar as curvas, confiando plenamente nas pinças monobloco radiais da Brembo assistidas por ABS. A frenagem é potente, modular e, acima de tudo, previsível.

imagem da roda dianteira da Suzuki GSX-S1000GT 2026
Suspensão perfeita e freios poderosos – foto: Gustavo Epifanio

Inteligência a bordo: o sistema mySPIN

A Suzuki GSX-S1000GT vem equipada com um imenso painel TFT de 6,5 polegadas que deixa de ser apenas um mostrador para se tornar um copiloto. Conectamos o smartphone via Bluetooth e o sistema Suzuki mySPIN assume a tela. Ver o mapa de navegação renderizado com fluidez em uma tela antirreflexo é um divisor de águas. Gerenciamos a música e verificamos as notificações de chamadas pelos botões no guidão, sem nunca tirar as mãos do comando. O revestimento resistente a riscos do painel e a transição automática entre os modos diurno e noturno mostram que a Suzuki pensou no uso real, sob sol forte ou chuva torrencial.

imagem do painel tft da Suzuki GSX-S1000GT 2026
Painel TFT completo e com conectividade – foto: Gustavo Epifanio

Veredicto de quem pilotou 

A Suzuki GSX-S1000GT 2026 é uma aula de como transformar desempenho bruto em luxo dinâmico. Ela mantém a alma esportiva e rebelde da GSX-R, mas a veste com um terno sob medida para o turismo transcontinental. A vibração é praticamente inexistente, graças ao guidão flutuante montado em coxins de borracha e às inserções de borracha nas pedaleiras. Você sente o motor pulsar, mas não aquele formigamento incômodo que costuma aparecer após duas horas de estrada em outras quatro cilindros. Por R$ 92.600 nas cores azul, cinza ou vermelho.

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