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Testes

Royal Enfield Hunter 350 une o clássico e o moderno para o máximo prazer em pilotar

5 Minutos de leitura

  • Publicado: 09/09/2023
  • Por: Alexandre Nogueira

A Royal Enfield Hunter 350 é a nova moto da marca indiana concebida para quem procura uma moto cheia de estilo e personalidade, e que você pode rodar sem limites com um largo sorriso no rosto pela cidade, seja a trabalho ou lazer. 

A Royal Enfield Hunter 350 foi projetada para atrair novos pilotos não só para sua marca, mas também para o mundo do motociclismo. Uma moto acessível, leve, ágil e econômica.

A apresentação que a Royal Enfield usou para informar os e testar as duas versões da Hunter 350 foi durante a noite passando por lugares icônicos pela cidade de São Paulo, como a Avenida Paulista, o Estádio do Pacaembu e o Beco do Batman. 

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O grande objetivo da Royal Enfield é mostrar a nova Hunter 350 aos jovens da Geração Z de todas as origens e tentar remixar uma marca conhecida pela nostalgia clássica das motos britânicas com um take moderno.

Estilo à parte, a Hunter tem algumas mudanças distintas que têm um impacto mensurável no caráter de pilotagem da moto em comparação com as outras motos da marca. 

A novidade da Royal Enfield tem um quadro totalmente novo desenvolvido pela famosa Harris Performance, com componentes de suspensão mais rígidos, rodas de 17 polegadas e uma distância entre eixos mais curta. Ele também é por volta de 20 quilos mais leve quando comparada com os outros modelos da marca, nitidamente para proporcionar melhor agilidade, afinal, uma moto urbana deve ser leve, super ágil e fácil de manobrar.

Ao montar você já sente um ar imediato de confiança com os dois pés apoiados no chão graças à magreza da máquina, e como ela é leve você pode facilmente empurrar, puxar e manobrar a máquina conforme necessário.

Uma característica de destaque para mim foi a amplitude de movimento do guidão que gira sem resistência e com muita leveza, seja numa manobra rápida para serpentear em meio ao trânsito ou uma curva mais apertada, a Hunter pode mudar de direção com muita facilidade.

A suspensão me pareceu mais rígida em comparação com a Meteor 350, por isso ela se mostrou melhor e mais grudada no chão, em compensação, ela transmite mais ao piloto os buracos do pavimento, mas nada que chegue a incomodar.

Embora não haja mudanças internas no motor que é o mesmo utilizado na Meteor 350 e na Classic 350, ela pareceu um pouco mais esportiva em comparação com suas irmãs devido às mudanças de marcha para os diferentes tamanhos de roda, ajustes na entrada de ar e o novo escapamento. Com apenas 20,2 cv de potência a 6.100 rpm, ele não assusta e é bastante suficiente para tornar as arrancadas nos semáforos divertida. O torque de 2,8 kgf.m a 4.000 rpm permite que você rode tranquilamente sem precisar reduzir marchas para ganhar velocidade ou encarar uma ladeira.

Sair dos limites da cidade é onde a pode lutar um pouco, afinal as autoestradas rápidas não são amigáveis para motocicletas de menor cilindrada. Como o teste de primeiras impressões foi na cidade não pude esticar todas as cinco marchas para saber da velocidade final, mas deve ficar em torno de 120 km/h. Rodando numa boa na cidade e sem elevar as rotações do motor ao limite, o consumo é por volta de 30 km/l.

O sistema de freios conta com disco único na dianteira e na traseira, ambos assistidos pelo ABS. As frenagens são coerentes com a proposta da moto e o mais legal é que o freio dianteiro é bastante modulável e não tem aquela grampeada inicial violenta como outras motos mais apimentadas. O sistema ABS se mostrou bastante eficiente e de funcionamento quase imperceptível.

A posição de pilotagem é bem ereta e neutra com os pés bem alinhados com o corpo. O banco em dois níveis tem a maciez correta e não cansa mesmo após um longo percurso, e permite se encontrar com facilidade no cockpit, mesmo os pilotos mais altos.

A iluminação é convencional e o farol conta com um elegante emblema da marca por dentro, bem em frente a lâmpada ainda halógena. Gostei bastante da traseira com as setas bem ao lado da bela lanterna traseira redonda.

O painel mescla um velocímetro analógico com um mostrador digital, não tem contagiros, mas conta com indicador de marchas e um aviso ECO para uma tocada mais eficiente e conômica.

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A Hunter 350 tem duas versões que se diferenciam pelas cores e pelo tripper. A Dapper é pintada com uma cor e a Rebel é mais elegante e pintada em duas cores e ainda conta com o tripper que pode ser pareado via Bluetooth com seu telefone celular para indicar a rota escolhida.

A Hunter 350 é uma moto amigável, nada ameaçadora, e certamente não foi construída para adrenalizar, e sim para ser uma fiel companheira. Para o preço sugerido chocantemente baixo de R$ 19.990 para a Dapper e R$ 21.990 para a Rebel, é de se considerar que a Hunter 350 permitirá que as gerações mais jovens tenham planos de possuir sua própria máquina, bem como se torna uma ótima opção para pilotos mais experientes que procuram uma motocicleta para deslocamentos na cidade, sem se preocupar com os ávidos meliantes.

Eu gostei demais da versão Rebel azul com branco, e você? Deixe seus comentários a respeito da nova Royal Enfield Hunter 350. 

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