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Kawasaki Versys 1100 GT 2026: o upgrade que tornou a mais versátil em mais viciante

  • Publicado: 25/03/2026
  • 6 Minutos de leitura

A linha Versys sempre foi a escolha racional para o mototurismo de longa distância. Mas, em 2026, a Kawasaki decidiu adicionar uma dose de “emoção irracional” ao conjunto. A nova Kawasaki Versys 1100 GT 2026 (conhecida em alguns mercados como SE LT+) não é apenas um facelift; é uma recalibração completa de torque e elasticidade que coloca a Big Trail asfáltica da Kawasaki em um patamar de performance que a antiga 1.000 não conseguia alcançar.

imagem lateral Kawasaki Versys 1100 GT 2026
Kawasaki Versys 1100 GT 2026 – foto: Gustavo Epifanio

O que mudou na Versys 1100?

A grande estrela é o aumento da cilindrada de 1.043 cm³ para 1.099 cm³. Mas não foi apenas “abrir o motor”.

  • Curso do Pistão: aumentado em 3 mm, priorizando o torque em baixas e médias rotações.
  • Potência: saltou de 120 cv para 135 cv.
  • Torque: agora são 11,4 kgf.m, entregues de forma muito mais linear.
  • Resfriamento: novo radiador de óleo e dutos de admissão otimizados para manter a eficiência térmica sob carga máxima (garupa + malas).
  • Quickshifter: o sistema KQS agora atua a partir de rotações mais baixas (1.500 rpm), eliminando trancos em manobras lentas.
imagem traseira Kawasaki Versys 1100 GT 2026
Kawasaki Versys 1100 GT 2026 – foto: Gustavo Epifanio

Impressões ao pilotar: o tapete mágico ficou veloz

Ao montar na Kawasaki Versys 1100 GT 2026 você já nota logo de cara a leveza e a facilidade de tirar ela do “pézinho”, e a ergonomia permanece a referência da categoria: você está “dentro” da moto, protegido por um para-brisa ajustável manualmente que corta o vento com maestria.

imagem do piloto em ação em curva com a Kawasaki Versys 1100 GT 2026
Para viagens com máximo conforto e desempenho – foto: Gustavo Epifanio

A diferença de torque é sentida logo na primeira marcha. O motor “enche” com uma facilidade absurda. Onde antes você precisava reduzir para uma quarta marcha em uma ultrapassagem com garupa, agora a Kawasaki Versys 1100 GT 2026 resolve em sexta, com um vigor que lembra as motos de 1300 cm³.

imagem do motor da Kawasaki Versys 1100 GT 2026
Motor passa de 120 para 150 cv de potência – foto: Gustavo Epifanio

A suspensão eletrônica KECS (Showa Skyhook) da Kawasaki Versys 1100 GT 2026 continua sendo o “pulo do gato”. Ela lê o terreno mil vezes por segundo. Em asfalto irregular, a moto flutua; ao entrar forte em uma curva, a frente não mergulha e a traseira permanece plantada. A agilidade é surpreendente para uma moto desse porte, graças ao chassi de alumínio extremamente equilibrado.

imagem suspensão traseira da Kawasaki Versys 1100 GT 2026
Kawasaki Versys 1100 GT 2026 tem suspensões semi-ativas – foto: Gustavo Epifanio

Aqui está o raio-x completo da “armadura eletrônica” que faz da Kawasaki Versys 1100 GT 2026 um verdadeiro computador sobre duas rodas focada no máximo prazer ao pilotar:

Eletrônica de última geração

O cérebro: IMU de 6 eixos Bosch

Antes de falar dos auxílios, precisamos entender quem os comanda. A Unidade de Medição Inercial (IMU) monitora a aceleração longitudinal, transversal e vertical, além da taxa de rolagem e arfagem. É ela que avisa aos outros sistemas se a moto está inclinada, empinando ou mergulhando em uma frenagem.

imagem do piloto em curva com a Kawasaki Versys 1100 GT 2026
Desempenho surpreendente em curvas – foto: Gustavo Epifanio

O sistema de freios da Kawasaki Versys 1100 GT 2026 é poderoso e conta com pinças de freio dianteiro monobloco de 4 pistões casadas com discos de 310 mm e emparelham-se com um cilindro mestre de freio dianteiro com bomba radial, produzir uma modulabilidade excelente para rodar na cidade e um potente poder de parada nas altas velocidades, sempre auxiliados pelo ABS corner.

imagem da roda dianteira da Kawasaki Versys 1100 GT 2026
Sistema de freios poderoso com ABS Corner – foto: Gustavo Epifanio

Segurança ativa (assistentes de pilotagem)

  • KTRC (Kawasaki TRaction Control): oferece 3 modos de atuação. O Modo 1 foca na performance (permite pequenas desgarradas), enquanto o Modo 3 é para máxima segurança em pisos molhados. Graças à IMU, ele é um “Controle de Tração de Curva”, ajustando a entrega de potência conforme a inclinação.
  • KIBS (Kawasaki Intelligent anti-lock Brake System): é o ABS de alta precisão da marca. Ele monitora a pressão hidráulica nas pinças e a velocidade das rodas para evitar o travamento, mas com uma atuação muito mais suave que um ABS convencional, evitando que a moto “levante” ao frear forte dentro de uma curva.
  • KCMF (Kawasaki Cornering Management Function): este sistema gerencia o motor e o chassi durante a curva, desde a entrada até a saída, modulando a força de frenagem e a potência do motor para garantir que a moto mantenha a trajetória desejada pelo piloto.
imagem do piloto empinando com a Kawasaki Versys 1100 GT 2026
Moto de luxo com desempenho furioso – foto: Gustao Epifanio

Performance e transmissão

  • KQS (Kawasaki Quick Shifter): agora aprimorado para a versão 1100, funciona em rotações mais baixas (a partir de 1.500 rpm). Permite trocas de marcha (para cima e para baixo) sem o uso da embreagem, mantendo a aceleração constante e o conforto em viagens longas.
  • Electronic Throttle Valves (Acelerador Eletrônico): não há cabo físico. Isso permite que a ECU entregue a mistura perfeita de ar e combustível, resultando em uma resposta de acelerador ultra-suave e permitindo a existência do Cruise Control.
  • Electronic Cruise Control: essencial na GT. Permite fixar a velocidade com um toque no punho esquerdo, reduzindo a fadiga em longos trechos de rodovia.
imagem dos comandos eletrônicos da Kawasaki Versys 1100 GT 2026
Eletrônica de última geração – foto: Gustavo Epifanio

Conforto e suspensão (Exclusivo da versão GT)

  • KECS (Kawasaki Electronic Control Suspension): utiliza suspensões Showa com tecnologia Skyhook EERA. O sistema ajusta o amortecimento em tempo real (em milissegundos) para que a moto pareça estar “suspensa por um gancho no céu”, ignorando as imperfeições do solo.
  • Pre carga Ajustável Eletronicamente: você seleciona no painel se está sozinho, com bagagem, com garupa ou com garupa e bagagem, e a moto ajusta a mola traseira automaticamente.
imagem lateral da Kawasaki Versys 1100 GT 2026
Ergonomia perfeita para longas jornadas – foto: Gustavo Epifanio

Interface e visibilidade

  • Painel TFT Colorido de 6,5″: uma tela de alta definição com dois modos de exibição (Turismo ou Esportivo). Inclui sensor de luz para ajustar o brilho automaticamente.
  • Smartphone Connectivity (Rideology App): permite ver logs de pilotagem, configurar ajustes da suspensão pelo celular e receber notificações de chamadas/mensagens no painel.
  • LED Cornering Lights: três luzes em cada lado da carenagem que se acendem conforme o ângulo de inclinação, iluminando o “ponto cego” da curva durante a noite.
  • Modos de Pilotagem Integrados: unifica o KTRC, o Power Mode e o KECS em quatro configurações: Sport, Road, Rain e Rider (Manual).
imagem do painel TFT da Kawasaki Versys 1100 GT 2026
Painel TFT multifuncional – foto: Gustavo Epifanio

Cores e preços

Para 2026, a Kawasaki apostou em um acabamento mais sóbrio e sofisticado, abandonando o excesso de grafismos “gritantes”.

  1. A Kawasaki Versys 1100 de entrada é oferecida na cor Metallic Matte Graphene Steel Gray/ Metallic Diablo Black, com preço de R$ 76.090, ideal para quem não se importa com a alta tecnologia eletrônica e gosta de um visual mais discreto.
  2. A Kawasaki Versys 1100 Grand Tourer é oferecida na cor Metallic Graphite Gray/Metallic Diablo Black, com preço de R$ 98.190, ideal para quem prefere um visual stealth.
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