Aceleramos a nova Suzuki GSX-R 600
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Aceleramos a nova Suzuki GSX-R 600

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  • Publicado: 09/03/2011
  • Por: jmesquita

<p>A teoria da Suzuki em manter o radicalismo na mudança de seu modelo GSX-R 600 permanece, e novamente a moto nos parece totalmente diferente da última que andamos. Dessa vez, encontramos uma motocicleta leve, e muito mais curta, mas com o espaço do piloto e seus comandos na mesma posição. Um grande acerto, pois podemos afirmar que a Suzuki é uma das esportivas mais confortáveis, resultado do bom posicionamento com uma ótima proteção aerodinâmica. Porém, agora, se formos comparar com o modelo anterior, ela é toda melhor.<br />
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Na verdade, uma das grandes diferenças do velho modelo para o atual foi a diminuição dos ruídos do motor, que antes passavam a impressão de que estava perto de explodir entre nossas pernas. Outra mudança, que também faz uma boa diferença, é a opção de poder regular a pedaleira em diversas posições. O bom tato da embreagem e do câmbio, somado ao baixo índice de vibração e ao excelente comportamento da bomba do freio radial (suave de uma forma que jamais vimos em uma esportiva japonesa, permitindo no primeiro acionamento evitar sustos em frenagens de emergência), confirma a boa impressão de segurança, principalmente se pensarmos em um uso cotidiano com passeios por estradas.<br />
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Inclusive, quem anda na moto e sente as melhorias do propulsor nas baixas e médias rotações acha que a GSX está caminhando para o rumo de menor radicalismo, no entanto, não é assim. As novas configurações de motor em combinação com a drástica perda de peso, focada no quadro da motocicleta, suspensões e freios, melhoraram o comportamento da seiscentas ainda mais dentro das pistas, um lugar no qual a GSX-R 600 possui diploma de doutorado.<br />
Para se ter uma noção do quanto a redução de peso na GSX foi importante, a moto passa a ter a melhor relação<br />
peso-potência dentro da categoria supersport, algo que certamente se refletirá nas pistas quando estiver lado a lado com suas concorrentes.<br />
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É de se apreciar a facilidade e a agilidade nas trocas de direção, assim como a excelente velocidade de entrada de curva. Mais intuitiva e segura, a maneabilidade que o piloto tem para fazer o que quiser com a motocicleta é admirável, mérito das novas bengalas Showa BPF. Suave, progressiva e com uma capacidade de regulagem excelente, a suspensão dianteira permite ao piloto rendimentos esportivos de primeiro nível. Tal perfeição conseguida com esse componente também pode ser alcançada com os freios Brembo de duas pinças radiais, potentes e progressivos em uma medida rara de se encontrar. Pequenos 15 mm de comprimento foram reduzidos do chassi da motocicleta de  Hamamatsu, para permitir que o piloto chegue ao limite da inclinação com o máximo controle da motocicleta.<br />
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Nas saídas de curva, dificilmente será necessário controlar no freio traseiro enquanto a moto está espalhando, isso graças à boa geometria desenhada pelos engenheiros japoneses e o ótimo trabalho realizado na suspensão traseira e no amortecedor de direção elétrico, que se enrijece automaticamente com as passagens das marchas.<br />
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Enquanto a ciclística recebeu diversas modificações, o propulsor quatro cilindros em linha não mudou muito. Porém, as poucas alterações feitas refletiram positivamente com a nova distribuição dos comandos de válvulas, pistões mais leves e uma injeção eletrônica mais evoluída. Mesmo considerando poucas mudanças, se anuncia uma redução considerável do consumo em 10%. A caixa de câmbio também recebeu suas modificações, com uma 1ª primeira marcha mais longa e, com exceção da 5ª, as outras estão mais curtas.<br />
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A desenvoltura do motor é memorável e o seu crescimento até os 13 500 rpm é muito rápido e progressivo. Sem dúvidas as modificações feitas pela Suzuki tornaram a GSX-R uma motocicleta muito competitiva, que nos próximos comparativos provavelmente dará trabalho para suas concorrentes japonesas e europeias.<br />
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Ficha técnica<br />
Preço: 11.000 euros<br />
Motor: Tetracilíndrico em linha, 4T, DOHC, 16 válvulas, arrefecimento líquido, injeção eletrônica, embreagem multidisco em óleo, 6 marchas, transmissão por corrente<br />
Cilindrada: 599 cm³<br />
Pot. máx. declarada: 125,8 cv a 13 500 rpm<br />
Torque máx. declarado: 7,1 kgfm a 11 500 rpm<br />
Diâmetro x curso: 67 x 42,5 mm<br />
Taxa compressão: 12,9:1<br />
Quadro: Dupla viga em alumínio<br />
Cáster: 66,3º<br />
Suspensão dianteira: Bengala Showa BPF<br />
Suspensão traseira: Monoamortecedor<br />
Curso diant. / traseiro: 120 mm / 130 mm<br />
Regulagens: Pré-carga de mola e compressão<br />
Freio dianteiro / traseiro: 2 discos Brembo de 310 mm / 1 disco de 220 mm<br />
Pinça dianteira / traseira: 4 pistões radiais  / 1 pistão oposto<br />
Pneu / roda dianteiro: 120/70-17" / 3,5"<br />
Pneu / roda traseiro: 180/55-17"/ 5,5"<br />
Entre-eixos: 1.385 mm<br />
Altura do banco: 810 mm<br />
Peso em ordem de marcha: 187 kg</p>

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