
A marca correu atrás do prejuízo e se jogou de cabeça para oferecer um pacote mais moderno e competitivo, lograram com um sistema integrado com IMU (Inertial Measurement Unit), ou Unidade de Medição Inercial de seis eixos, capaz de ler em tempo real os movimentos, posição, inclinação da motocicleta e velocidade das rodas entre outros parâmetros de motor. Com isso, consegue transmitir ao ABS, controle de tração e anti-whelling as medidas necessárias de correção que a moto deve fazer de acordo com o modo de pilotagem escolhido. No caso da versão SP, somamos a tudo isso o que há de mais moderno em suspensões semi-ativas da marca sueca Öhlins.

O motor, agora com 192 cv a 13 000 rpm de potência e 11,8 kgf.m a 11 000 rpm de torque, melhorou não só nos números absolutos, mas na entrega de potência e torque. Como a maioria das esportivas os quatro cilindros precisam de giro para fazer nossos olhos brilharem. Em baixas e médias rotações é tranquilo e quase faz parecer que está adormecida, falsa sensação, já que a partir dos 5 000 rpm ele começa a empurrar os 196 kg (peso cheio), confirmando a sua excelente relação peso-potência. Deixe a rotação superar a casa das 10 000 rpm para sentir as córneas envergando com a patada. A parafernália eletrônica ajuda aos menos hábeis ou mais abruptos com o punho direito a se manter sobre a moto em caso de exageros.

No fim do dia, a sensação é que a Honda acertou a mão na CBR 1000RR Fireblade, a sensação de leveza é nítida e persiste em qualquer situação, as curvas de alta são contornadas com a moto presa ao chão, as aproximações nas frenagens também transmitem confiança e a quantidade de endorfina que o motor é capaz de gerar na corrente sanguínea me deixou com gostinho de quero mais.
Texto: Ismael Baubeta
Fotos: Renato Durães / Honda








