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Seguro de moto ganha espaço entre renovações e revela novo perfil do motociclista

  • Publicado: 11/10/2026
  • 6 Minutos de leitura

O mercado de seguros para motocicletas passa por uma mudança no perfil das cotações. É o que aponta o novo Mapa de Seguros da Serasa, que registrou forte avanço na participação das renovações entre as cotações de seguro para motos nos últimos 12 meses. O percentual passou de 18% para 37% no período, enquanto os novos contratos recuaram de 82% para 63%.

O estudo indica que as renovações passaram a ocupar uma parcela maior das cotações realizadas pelos motociclistas. Ao mesmo tempo, a participação das motocicletas no total das distribuições de cotações também avançou, embora em ritmo menor do que no levantamento anterior.

A fatia das motos passou de 41% para 44% em um ano. No ciclo anterior, o crescimento havia sido mais expressivo, de 28% para 41%.

Renovações de seguro de moto mais que dobram em um ano

O avanço das renovações é um dos principais destaques do levantamento da Serasa. Em apenas 12 meses, a participação desse tipo de cotação passou de 18% para 37% entre as motocicletas.

Na prática, isso significa que as cotações destinadas à continuidade de uma proteção existente passaram a representar uma parcela muito maior do movimento observado pela empresa. Em contrapartida, os novos contratos perderam espaço, passando de 82% para 63%.

Segundo Rodolfo Brandão, Gerente Executivo de Seguros da Serasa, o comportamento pode indicar que parte dos consumidores que entrou anteriormente nesse mercado está mantendo a proteção.

“Depois de um período de forte entrada de novos consumidores, as renovações passaram a ocupar mais espaço, especialmente entre motociclistas”, afirma.

O executivo ressalta que esse movimento pode estar relacionado à incorporação da proteção à rotina de cuidados com o veículo, enquanto o mercado de automóveis apresenta uma dinâmica mais equilibrada.

Entre os carros, as renovações passaram de 47% para 53% das cotações no período. Já os novos contratos recuaram de 53% para 47%.

Quem procura seguro para motocicleta?

O levantamento também apresenta diferenças no perfil dos consumidores que cotam seguros para carros e motos.

Entre as motocicletas, os homens representam 63,4% das cotações, enquanto as mulheres correspondem a 36,6%. Nos automóveis, a distribuição é de 60,8% de homens e 39,2% de mulheres.

A diferença fica mais evidente quando são considerados estado civil e idade.

Nas cotações de motos, os solteiros têm participação maior que os casados. Entre os homens, os solteiros representam 56,5%, contra 40,8% de casados. Entre as mulheres, são 62,5% de solteiras e 33,3% de casadas.

No segmento de automóveis, o cenário é diferente. Os casados representam 62,8% entre os homens e 59,3% entre as mulheres, enquanto os solteiros correspondem a 33% e 31,5%, respectivamente.

Os dados, portanto, mostram que o público que procura proteção para motocicletas na base analisada pela Serasa apresenta maior concentração entre consumidores solteiros, enquanto as cotações de automóveis têm participação mais elevada de consumidores casados.

Motociclistas estão concentrados entre 26 e 45 anos

A idade também ajuda a diferenciar os dois segmentos.

Entre as cotações de seguro para motocicletas, 18,5% correspondem a consumidores de 18 a 25 anos. Outros 25,9% estão na faixa de 26 a 35 anos, enquanto 27,9% têm entre 36 e 45 anos.

Somadas, essas três faixas representam 72,3% das cotações de motos.

Nos automóveis, a maior concentração está entre consumidores de 36 a 45 anos, com 28,5%. A faixa de 56 anos ou mais aparece em seguida, com 27%, enquanto consumidores de 46 a 55 anos representam 22,8%.

Para Rodolfo Brandão, os dados ajudam a relacionar o tipo de veículo com diferentes momentos da vida financeira dos consumidores.

“O automóvel aparece com maior presença entre consumidores mais velhos, casados e com renda mais alta, enquanto a motocicleta tem maior participação entre pessoas mais jovens, solteiras e com menor renda”, explica.

É importante ressaltar que esses dados dizem respeito ao perfil das cotações analisadas pela Serasa, e não representam necessariamente a composição de todos os proprietários de motocicletas ou automóveis do país.

Foto: Gabriel Jabur/ Agência Brasília

Renda também diferencia cotações de carros e motos

A faixa salarial reforça essa diferença.

Entre os consumidores com renda de até R$ 1.518, as motocicletas representam 25,8% das cotações, enquanto os automóveis correspondem a 7%.

Na faixa entre R$ 1.519 e R$ 3.036, a participação das motos chega a 26,1%, contra 10,8% dos carros.

Conforme a renda aumenta, a participação das motocicletas diminui na distribuição apresentada pela Serasa. Entre consumidores com renda acima de R$ 22.771, as motos representam 3,2% das cotações, enquanto os automóveis chegam a 14,7%.

O levantamento mostra, portanto, uma concentração maior das cotações de motocicletas nas faixas de renda mais baixas, enquanto os automóveis ganham participação entre consumidores de maior renda.

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Seguro de moto ainda é visto como menos importante

Apesar do avanço das renovações, a pesquisa da Serasa mostra que existe uma diferença na percepção sobre a importância do seguro.

Segundo o levantamento, 34% dos brasileiros consideram o seguro de carro importante para sua realidade financeira. No caso das motocicletas, esse percentual é de 15%.

O preço aparece como um dos principais fatores relacionados à decisão de contratar ou renovar uma proteção. De acordo com a pesquisa, 59% dos brasileiros afirmam que encontrar um preço mais acessível seria o principal incentivo para contratar ou renovar um seguro de carro ou moto.

Entre os consumidores que já possuem seguro para automóvel, 45% afirmam gastar entre R$ 200 e R$ 500 por mês com a proteção.

Ao mesmo tempo, há espaço para ampliar esse mercado. Entre os brasileiros que atualmente não possuem nenhum tipo de seguro ou proteção, 18% afirmam ter intenção de contratar um seguro de carro ou moto nos próximos seis meses.

Suzuki Haojue DK 160 - Foto: Divulgação
Suzuki Haojue DK 160 – Foto: Divulgação

Participação das motos nas cotações chega a 44%

Além da mudança na proporção entre novos contratos e renovações, as motocicletas continuam ampliando sua participação nas cotações distribuídas pela Serasa.

O segmento passou de 41% para 44% em 12 meses. O crescimento, entretanto, foi menor que o registrado no ciclo anterior, quando a participação das motos havia avançado 13 pontos percentuais, de 28% para 41%.

Regionalmente, o Nordeste concentra a maior participação nas cotações de motocicletas, com 44,8%. Já os automóveis têm maior presença no Sudeste, embora a região tenha reduzido sua participação de 67,4% para 58% no período analisado.

Os números mostram, assim, um mercado de seguro para motocicletas que continua ganhando espaço, mas com uma mudança importante em sua composição: as renovações passaram a representar uma parcela significativamente maior das cotações, enquanto o perfil analisado pela Serasa aponta concentração entre consumidores mais jovens, solteiros e de faixas de renda mais baixas.

Para o consumidor, a Serasa recomenda considerar não apenas o valor da contratação, mas também as coberturas e condições oferecidas. A empresa disponibiliza uma plataforma que permite comparar cotações e diferentes opções de proteção para veículos.

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