Os scooters seguem ganhando espaço no mercado brasileiro de duas rodas. Dados divulgados pela Abraciclo mostram que a categoria registrou crescimento de 30% em maio de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado, consolidando-se como uma das que mais avançam na indústria nacional.
No quinto mês do ano, foram produzidos 18.888 scooters no Polo Industrial de Manaus (PIM), ante 14.530 unidades em maio de 2025. Na comparação com abril deste ano, quando saíram das linhas de montagem 18.165 unidades, o avanço foi de 4%.

O desempenho supera com folga o crescimento geral da indústria, que foi de 8,2% no mesmo período.
Categoria cresce acima da média do mercado
Entre janeiro e maio, as fabricantes instaladas em Manaus produziram 86,5 mil scooters, volume 14,6% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
Embora ainda fique atrás de categorias tradicionais como Street, Trail e Motoneta em volume absoluto, o segmento vem ampliando sua participação de forma consistente.

Atualmente, os scooters representam 9,3% de toda a produção nacional de motocicletas.
O movimento reforça uma tendência observada há alguns anos: cada vez mais consumidores enxergam esse tipo de veículo como uma alternativa prática para enfrentar o trânsito das grandes cidades.
O que explica o crescimento dos scooters?
Diversos fatores ajudam a entender a expansão do segmento.
Entre eles estão:
- Facilidade de pilotagem;
- Câmbio automático;
- Baixo consumo de combustível;
- Espaço para transporte de objetos;
- Conforto para uso urbano;
- Custos reduzidos de utilização.
Além disso, o scooter passou a atrair não apenas quem busca mobilidade diária, mas também motociclistas experientes que procuram praticidade para deslocamentos urbanos.
O resultado é um público cada vez mais amplo e diversificado.

Honda e Yamaha seguem liderando
Boa parte do crescimento da categoria é impulsionada por modelos já consolidados no mercado.
Entre os principais destaques estão:
- Honda PCX 160;
- Honda ADV 160;
- Honda Elite 125;
- Yamaha NMAX Connected;
- Yamaha ZR Hybrid Connected
- Yamaha Aerox 160.
Esses modelos aparecem regularmente entre os scooters mais vendidos do país e ajudam a sustentar a expansão da categoria.
A Honda continua dominando o segmento em volume, enquanto a Yamaha mantém forte presença com produtos conectados e de perfil mais esportivo.

Novas marcas apostam nos scooters
O crescimento do segmento também está atraindo novas fabricantes.
Um dos exemplos mais recentes é a chegada da Zontes 368G ao mercado brasileiro. Produzido em Manaus, o modelo aposta em uma proposta diferenciada ao combinar características urbanas com visual aventureiro.
Outra tendência observada é a eletrificação gradual da categoria.
Fabricantes asiáticas vêm ampliando investimentos em scooters híbridos e elétricos, enxergando o Brasil como um mercado com potencial de crescimento nos próximos anos.
Scooter deixa de ser nicho
Durante muito tempo, os scooters foram vistos como veículos voltados principalmente para deslocamentos curtos e urbanos.
Hoje, porém, o cenário é diferente.
A evolução tecnológica trouxe motores mais potentes, melhor desempenho em rodovias, sistemas de conectividade, controle de tração, freios ABS e até para-brisas ajustáveis eletricamente em alguns modelos.
Com isso, o segmento passou a atender diferentes perfis de consumidores.
Tendência deve continuar
Com o trânsito cada vez mais congestionado nos grandes centros urbanos e a busca crescente por soluções práticas de mobilidade, a expectativa da indústria é de continuidade do crescimento.
O avanço de 30% registrado em maio reforça que os scooters deixaram de ser uma categoria complementar para se tornarem um dos principais motores de expansão do mercado brasileiro de motocicletas.
Se o ritmo atual for mantido, o segmento deverá seguir ganhando participação nos próximos anos, impulsionado tanto pelos modelos tradicionais quanto pelas novas apostas que chegam ao país.











