A Suzuki SV-7GX foi anunciada em outubro no EICMA 2025 e já causou furor no mercado, pois semanas antes, a Casa de Hamamatsu havia anunciado o fim da produção da família média com motor V2, a naked “SV650” e a café racer “SV650X”.

O renascimento do V-Twin.
Esta motocicleta chega para ocupar um espaço nobre como uma “Grand Crossover”, herdando a genética visual e tecnológica da sua irmã maior, a GSX-S1000GX, mas com a agilidade e a economia que só uma média cilindrada consegue oferecer.
O nome “GX” não é mera jogada de marketing. Ele sinaliza uma moto projetada para longas distâncias, mas que não abre mão de rodas de 17 polegadas, garantindo um comportamento dinâmico invejável em estradas sinuosas. O que mais impressiona de cara é o design. e a SV-7GX é um espetáculo visual. Ela abandona aquela estética simplória de “moto de entrada” para assumir um porte imponente, com uma carenagem frontal agressiva e moderna que faz muitos pilotos de motos de 1000 cilindradas olharem duas vezes. O acabamento é refinado, e as novas cores, especialmente o inovador “Greige Fosco” com rodas vermelhas, mostram que a Suzuki está disposta a ousar para conquistar um público mais jovem e conectado ao lifestyle.

Em termos de dimensões, a SV-7GX é uma gigante gentil. Com 2.160 mm de comprimento e 1.295 mm de altura, ela consegue ser visualmente maior que a sport touring GSX-S1000GT, graças ao suporte traseiro de carga que vem como item de série. Entretanto, não se deixe enganar pelo tamanho: a Suzuki fez um trabalho magistral na ergonomia. A altura do assento foi limitada a apenas 795 mm, o que garante um apoio firme dos pés no chão para pilotos de diversas estaturas. O quadro de treliça, herança direta da linhagem SV, foi mantido e reforçado, garantindo que a posição de pilotagem, embora confortável para o turismo, mantenha as pedaleiras em uma posição levemente recuada — uma prova de que o “espírito esportivo” da marca permanece intacto.

Usina consagrada
Mecanicamente, o motor V-Twin de 645 cm³ foi totalmente remapeado para atender às mais rigorosas normas de emissões de 2026, sem perder aquele torque borbulhante e a entrega linear que o tornaram famoso mundialmente. A eletrônica também deu um salto quântico, incorporando modos de pilotagem e controles de tração que tornam a jornada muito mais segura e prazerosa. Seja encarando o trânsito urbano com a facilidade de uma naked ou devorando quilômetros de asfalto em uma viagem de final de semana, a SV-7GX se posiciona como a sucessora espiritual e tecnológica da V-Strom 650, mas com um foco muito mais asfáltico e refinado. Preparem-se, pois o V-Twin raiz está de volta, e ele nunca esteve tão elegante.

O que você deve considerar na nova SV-7GX?
Aposte na versatilidade: se você busca uma moto que faça tudo — desde o trajeto diário até viagens transcontinentais — a SV-7GX é a escolha racional. O baixo centro de gravidade do motor V2 facilita manobras em baixa velocidade.
Atenção ao pack eletrônico: diferente das SVs antigas, esta nova versão exige que o piloto se familiarize com os menus digitais. Configure o controle de tração de acordo com o clima para extrair o máximo de segurança.
Valor de revenda: historicamente, os motores 650 da Suzuki são “tanques de guerra”. Isso garante que sua SV-7GX terá uma desvalorização menor do que as concorrentes bicilíndricas paralelas que inundam o mercado.
Estilo de vida: o novo catálogo de acessórios inclui malas laterais integradas que não comprometem a aerodinâmica. Se for viajar, invista em acessórios originais para manter a garantia e a estabilidade da moto.