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Honda apresenta nova CBR1000RR-R Fireblade SP 2026

  • Publicado: 04/03/2026
  • 5 Minutos de leitura

A Honda apresentou a linha 2026 da CBR1000RR-R Fireblade SP para o mercado brasileiro com uma ampla atualização técnica. A superesportiva recebeu melhorias em diversos pontos, incluindo motor, eletrônica, aerodinâmica, ciclística e ergonomia.

Com preço público sugerido de R$ 189.174,00 (base São Paulo, sem frete e seguro), a superesportiva mantém a proposta de ser uma motocicleta desenvolvida para a pista, sem abrir mão do conceito “Total Control”, filosofia que acompanha a linhagem desde o lançamento da CBR900RR em 1992.

Carenagem lateral conta com novas aletas - Foto: Honda
Nova Honda CBR1000RR-R Fireblade SP 2026 – Foto: Honda

Aerodinâmica e design da Fireblade 2026 foram redesenhados

Um dos focos da atualização da Fireblade SP 2026 está na aerodinâmica. A carenagem central recebeu aletas redesenhadas e posicionadas mais à frente, gerando maior downforce.

Além disso, a carenagem inferior ganhou um novo formato que se estende até próximo do pneu traseiro, direcionando o fluxo de ar para o solo. Essa solução contribui para aumentar a estabilidade e também a tração, tanto em piso seco quanto molhado.

Honda CBR 1000 RR-R possui três Riding Modes predefinidos – Foto: Honda

Outro detalhe importante está na região do para-lama traseiro. Suas laterais foram projetadas para permitir que o ar circule ao redor dos pés do piloto com menor resistência. 

A posição de pilotagem também passou por ajustes na nova geração da Fireblade. O guidão foi reposicionado para uma posição ligeiramente mais alta, enquanto as pedaleiras foram instaladas mais abaixo. 

O tanque de combustível também foi redesenhado. O novo formato permite que o piloto se posicione de maneira mais recolhida atrás da carenagem, reduzindo a área frontal exposta ao vento e favorecendo a aerodinâmica. Além disso, o desenho oferece melhor apoio para os joelhos durante a pilotagem. A capacidade total do tanque é de 16,5 litros.

Detalhe da nova CBR1000RR-R FIREBLADE SP – Foto: Honda

Motorização

O motor da Honda CBR1000RR-R Fireblade SP 2026 recebeu atualizações importantes para melhorar a resposta e a eficiência da entrega de potência. O conjunto é composto por 4 cilindros em linha e 1000 cm³ que entrega 215 cv de potência máxima e 11,4 kgf.m de torque.

Nesta versão 2026, a entrega de potência ao longo de toda a faixa de rotações foi profundamente revisada. O trabalho de desenvolvimento foi conduzido pela divisão de competição da marca, a Honda Racing Corporation (HRC), com foco em melhorar a aceleração nas saídas de curva sem comprometer o desempenho em altas rotações.

Para isso, o sistema Throttle By Wire (TBW) passou a utilizar dois atuadores independentes: um dedicado aos cilindros 1 e 2 e outro responsável pelos cilindros 3 e 4. Esse funcionamento permite um controle mais preciso da abertura das borboletas do acelerador.

Pacote eletrônico completo

A Fireblade SP 2026 conta com um pacote eletrônico avançado, projetado para permitir ajustes de acordo com o estilo de pilotagem ou as condições da pista.

Entre os recursos disponíveis estão:

  • Controle de tração com 9 níveis de ajuste (mais OFF)
  • Três Riding Modes configuráveis
  • Launch Control para largadas

Os modos de pilotagem permitem alterar parâmetros como:

  • potência do motor (P)
  • freio-motor (EB)
  • controle de empinada (W)
  • nível de controle de tração
  • ajustes da suspensão eletrônica
Honda FIREBLADE SP 2026 possui pacote eletrônico completo – Foto: Honda

Além disso, a superesportiva possui painel TFT colorido de 5 polegadas, que inclui alerta de temperatura ideal de funcionamento do motor.

Entre os recursos adicionais estão o Smart Key da Honda, que permite ligar a moto sem o uso de chave mecânica, e o Emergency Stop Signal (ESS). Esse sistema aciona automaticamente os indicadores de direção em frenagens bruscas para alertar outros usuários da via.

Chassi inspirado na MotoGP, suspensão Öhlins eletrônica e Freios Brembo

O chassi de alumínio segue a arquitetura Diamond, com a parte traseira do motor funcionando como suporte superior do amortecedor. Já a balança traseira foi desenvolvida com base no projeto utilizado na RC213V-S, versão homologada para as ruas da moto de MotoGP da Honda.

Outro destaque da Fireblade SP 2026 é o sistema de suspensão. O modelo se torna a primeira motocicleta do mundo a utilizar a terceira geração da suspensão Öhlins Smart Electronic Control (SE-C 3.0).

Honda CBR1000RR-R FIREBLADE SP 2026
Honda CBR1000RR-R FIREBLADE SP 2026 – Foto: Honda

Na dianteira, a moto utiliza garfo invertido Öhlins NPX SV de 43 mm, enquanto na traseira trabalha o amortecedor Öhlins TTX36 SV. O sistema permite ajustes eletrônicos gerenciados pelo OBTi (Öhlins Object Based Tuning), que possibilita alterar parâmetros como a pré-carga da mola diretamente pelo painel da moto.

O sistema de frenagem também foi atualizado. A Fireblade SP 2026 utiliza pinças Brembo Stylema R atuando nos discos dianteiros.

24YM CBR1000RR-R FIREBLADE SP

O ABS possui configurações específicas para estrada ou pista, além da possibilidade de desativar o ABS traseiro. O conjunto ainda inclui tecnologias como Rear Lift Control, que monitora a elevação da roda traseira durante frenagens fortes, e Cornering ABS, que ajusta a frenagem em curvas.

Esses sistemas oferecem diferentes configurações para adequar o comportamento da moto ao tipo de pilotagem, seja em uso rodoviário ou em track days.

Preço, garantia e disponibilidade no Brasil

A Honda CBR1000RR-R Fireblade SP 2026 chega às concessionárias brasileiras a partir de meados de março. O modelo será vendido na cor Vermelho Grand Prix, com grafismo inspirado nas motos de competição da Honda Racing Corporation (HRC).

O preço público sugerido é de R$ 189.174,00, base São Paulo, sem incluir frete e seguro.

A motocicleta conta com três anos de garantia sem limite de quilometragem, além do serviço Honda Assistance, válido durante todo o período de garantia e com cobertura em países da América do Sul. A primeira revisão ocorre aos 1.000 km ou seis meses, enquanto as demais manutenções estão programadas para intervalos de 6.000 km ou seis meses.

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