A Honda Motor Company alcançou em 2025 um feito inédito na história da mobilidade sobre duas rodas: a produção acumulada de 500 milhões de motocicletas desde 1949, quando iniciou a fabricação seriada com a Dream D-Type. Nenhum fabricante rival jamais atingiu números sequer próximos desta marca extraordinária, consolidando o domínio absoluto da montadora japonesa no segmento global de motocicletas.

O modelo simbólico e a importância da Índia
A unidade número 500 milhões corresponde a uma Honda Activa produzida na planta industrial de Narsapura, Karnataka, Índia. Este país representa atualmente um pilar estratégico fundamental para operações globais da Honda, respondendo por aproximadamente 40% da produção anual mundial. O mercado indiano consome massivamente scooters automáticos como o Activa, que sozinho ultrapassa 2,5 milhões de unidades comercializadas anualmente apenas neste território.

Estratégia global descentralizada
O recorde reflete filosofia industrial revolucionária baseada em produzir localmente onde existe demanda real. Esta estratégia iniciou-se em 1963 com a primeira fábrica europeia na Bélgica, moldando uma rede industrial verdadeiramente global. Atualmente, a Honda opera instalações produtivas em 23 países, distribuídos pelos cinco continentes, fabricando mais de 20 milhões de motocicletas anualmente através de sua rede mundial superior a 100 mil concessionários autorizados.
Modelos icônicos que definiram gerações
A lendária Super Cub ultrapassou 100 milhões de unidades produzidas, tornando-se o veículo motorizado mais fabricado da história. Lançada em 1958, democratizou a mobilidade para centenas de milhões de pessoas globalmente. Na extremidade oposta, a sofisticada Gold Wing completou meio século simbolizando capacidade da marca em liderar simultaneamente segmentos premium com tecnologia avançada.

Futuro sustentável e eletrificação
Recuperada da pandemia global, a Honda integra progressivamente a eletrificação em seu portfólio completo. O objetivo declarado conjuga crescimento industrial sustentável, neutralidade carbônica até 2050 e democratização do acesso à mobilidade segura. Este marco histórico representa não o ponto final, mas um capítulo intermediário em jornada contínua de inovação tecnológica e liderança industrial global.