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Opinião: 2026 é o ano em que as motos vão literalmente acelerar e se firmar como patrimônio do brasileiro 

  • Publicado: 25/01/2026
  • 2 Minutos de leitura

O mercado de motos no Brasil vive um dos seus melhores momentos. Em 2025, o setor de duas rodas mostrou grande vigor: o mercado brasileiro emplacou 1.823.552 motocicletas de janeiro a outubro, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), um crescimento de mais de 15 % em comparação com o mesmo período de 2024, e um forte indicativo de recorde anual para o segmento.

O autor deste artigo é Wendel Lazko, gerente-geral de negócios da Shineray do Brasil (Foto: Divulgação)

Como executivo na Shineray, hoje a terceira maior montadora do Brasil, olho para 2026 com a convicção de que a motocicleta deixou de ser apenas um veículo de locomoção e se afirma como patrimônio de eficácia e liberdade no cotidiano do brasileiro. A engenharia dos motores a combustão atingiu um patamar de eficiência notável, combinando potência, baixo consumo e robustez, características que definem a motocicleta de alta performance acessível que hoje conquistou o mercado.

O consumidor de 2026 não compra apenas “uma moto”, ele busca confiabilidade, durabilidade e excelente custo-benefício. O cliente moderno prioriza modelos com mecânica simplificada e robusta, que ofereçam facilidade de manutenção em qualquer canto do país, critérios que, mais do que preço, definem uma compra inteligente.

Outro movimento claro é a migração às motos de médias cilindrada. As antigas 125 e 150 cedem espaço para as 250 e 300, impulsionadas pela necessidade de mais torque, segurança em ultrapassagens e melhores condições para viagens e uso diário. A conectividade também deixou de ser um luxo: painéis que se integram ao smartphone com funções de telemetria e segurança já são expectativas básicas do consumidor.

Nas concessionárias, o papel do ponto de venda se transforma. Não basta oferecer produto: é preciso consultoria técnica. O vendedor de 2026 precisa dominar temas como injeção eletrônica, eficiência térmica e ergonomia, transformando a experiência de compra em uma verdadeira aula prática. E a oficina, mais do que nunca, se tornou o principal cartão de visitas: a precisão no pós-venda hoje é decisiva para a recompra.

Criar comunidades em torno da concessionária, com passeios, encontros e workshops de manutenção, é outra forma de gerar valor e fidelidade, deslocando a competição do preço para uma experiência de lifestyle que nenhuma marca consegue copiar facilmente.

Na Shineray, nossa missão para 2026 continua sendo clara: democratizar o acesso à tecnologia, ao design arrojado e a motores potentes, sem sacrificar o bolso do trabalhador ou do entusiasta. O mercado de motos é um dos indicadores econômicos mais vibrantes do Brasil. E juntos, estamos acelerando na marcha certa.

*Wendel Lazko é Gerente Geral de Negócios da Shineray do Brasil
**A opinião deste artigo é de total responsabilidade de seu autor, e não necessariamente reflete o ponto de vista da revista MOTOCICLISMO

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