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Motociclistas do cotidiano: histórias de trabalho e determinação | Coluna da Abraciclo

  • Publicado: 13/01/2026
  • 2 Minutos de leitura

As motocicletas deixaram de ser apenas um meio ágil de locomoção ou uma opção de lazer para muitos brasileiros e se tornaram, também, importantes instrumentos de trabalho

Segundo pesquisa das associadas da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), 22% da aquisição de motocicletas hoje é motivada pelo uso profissional, refletindo o crescimento do motofrete e dos serviços de entrega.

Quem trabalha nas ruas carrega muito mais do que encomendas: leva responsabilidade, cumpre prazos e ajuda a manter a cidade em movimento. De alimentos a remédios, de roupas a equipamentos eletrônicos, em meio ao trânsito caótico e à pressão constante por agilidade, o motociclista de entrega se consolida como peça fundamental do cotidiano urbano, garantindo que tudo chegue aonde precisa estar, no momento certo.

O dia a dia nas ruas exige paciência e muito cuidado dos motocilistas no trânsito para evitar acidentes (Foto: Arquivo)

É nesse cenário que surgem personagens como Karime Abrão e Ricardo Pereira de Sousa Rogério, que percorrem as ruas e avenidas da capital paulista e provam que, por trás do capacete, sempre há alguém movido pela determinação. Motogirl há 17 anos, Karime enfrentou muito preconceito no início da carreira, mas, com garra e determinação, conquistou seu espaço em um mercado ainda majoritariamente masculino. “Tenho paixão pelo que faço. A cada dia, reafirmo meu lugar nas ruas e
mostro que competência não tem gênero”, afirma.

motogirl Karime Abrão
Karime Abrão faz entregas há 17 anos, enfrentou muito preconceito e diz: “hoje mostro que competência não tem gênero” (Foto: Acervo pessoal)

Mais novo na profissão, Ricardo atua com entregas há seis anos. Ao ser demitido durante a pandemia, encontrou na moto uma oportunidade de recomeço: usou o dinheiro da rescisão para comprar sua primeira companheira de trabalho e transformou a necessidade em oportunidade. “Hoje tenho mais controle sobre minha rotina e mais tempo para estar com minha família, e isso não tem preço”, ressalta.

Para Karime e Ricardo, pilotar com responsabilidade vai muito além da técnica: é uma questão de sobrevivência. Eles reforçam que pequenos cuidados, como sinalizar manobras, manter a distância segura dos outros veículos e respeitar os limites de velocidade das vias, são fundamentais para enfrentar o trânsito com segurança e garantir que cada jornada termine bem.

motoboy Ricardo Pereira
Ricardo Pereira começou a fazer entregas na pandemia: “hoje passo mais tempo com a família” (Foto: acervo pessoal)

Eles fazem parte de uma legião de brasileiros que transformam esforço em sustento, conquistam autonomia e contribuem para o desenvolvimento de um setor cada vez mais estratégico em nosso país. A cada quilômetro percorrido, garantem a renda da família, perseguem seus próprios sonhos e mostram que, para quem vive da moto, determinação e liberdade andam sempre lado a lado.

*Coluna produzida pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo)

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