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Opinião: ‘Afinal, por que escolhemos a moto?’

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  • Publicado: 27/03/2019
  • Atualizado: 29/05/2019 às 19:23
  • Por: Marcelo Barros

A velha pergunta. Se a moto “é perigosa” como tanto falam e se na TV tantos acidentes são relatados em que o cidadão da moto sai no prejuízo, por que você foi inventar de andar de moto? Vou compartilhar como eu fiz essa escolha, motivada por pura necessidade.

Não tinha condição de comprar um carro, muito menos arcar com os custos para manter um, e uma moto usada era algo ao meu alcance. Após “apanhar” um pouco nas primeiras semanas até me adaptar, tudo mudou.

Distâncias antes inatingíveis agora eram rotineiras. A primeira mudança com a moto foi largar o curso técnico de química — que eu não gostava — por outro de automobilística em uma cidade vizinha, onde o tempo gasto com transporte público era inviável para minha cabeça frenética.

Depois de me adaptar à nova vida, logo vi que precisava de uma moto melhor. Antes de vender a primeira moto, uma Honda CG 125 1997, comprei a segunda moto, outra CG, uma CG 150 Titan ESD. Uau! Partida elétrica, freio a disco na dianteira, mais beleza, mais conforto e mais desempenho.

Me sentia muito bem na época. Comecei a extrapolar os limites da cidade. Logo senti que precisava de outra moto melhor, claro. Comprei uma Yamaha Ténéré 250, moto que considero ideal para o brasileiro: tem desempenho racional para cidade e estrada — mesmo com garupa —, seu custo de manutenção é razoável e, como toda trail que se preze, tem bom comportamento quando acaba o asfalto, aumentando suas possibilidades de uso e, é claro, de diversão. Nesse momento, eu estava realizado.

Após cinco anos e muitas aventuras — mesmo tendo o privilégio de pilotar todas as motos do mercado — sempre voltava satisfeito para a minha trail. Apesar da história de amor, eu a vendi, toda equipada e com manutenção impecável, e comprei uma supermoto 250 precisando de uma bela reforma, para ter novas experiências e melhorar minha técnica de pilotagem no asfalto.

Faz algum sentido? Se você também está infectado pelo vírus da moto, vai dizer que sim! Moto não é razão, mas usar a moto é saber gerenciar riscos. Quem assume essa responsabilidade, saboreia muito da liberdade que é tão divulgada sobre as motos e não larga nunca mais!

Marcelo Barros não tem carro, usa sua moto todos os dias e é editor assistente na MOTOCICLISMO.