A KTM oficializou o início da temporada 2026 da MotoGP com a revelação das motos, da nova pintura e das formações completas de suas equipes Red Bull Factory Racing e Tech3. Em um ano simbólico, a marca austríaca celebra uma década de presença na elite do Mundial e entra na disputa com a versão final da KTM RC16 dentro do atual regulamento técnico da categoria.

Quarteto definido para Factory Racing e Tech3
O projeto para 2026 mantém a estrutura com quatro pilotos distribuídos entre as duas equipes. O espanhol Pedro Acosta e o sul-africano Brad Binder seguem defendendo a Red Bull KTM Factory Racing. Já o italiano Enea Bastianini e o espanhol Maverick Viñales permanecem como dupla da Tech3. O quarteto encara uma temporada que promete ser intensa, com 22 GPs, 22 Sprint races, provas em 18 países e quase nove meses de competição.

A KTM optou por evoluir sua identidade visual, preservando o tradicional laranja combinado ao azul e aos grafismos agressivos que se tornaram uma das pinturas mais reconhecíveis do grid da MotoGP. A ideia é clara: manter a personalidade forte da marca enquanto busca ganhos marginais de desempenho em uma categoria cada vez mais decidida nos milissegundos.

Números reforçam a ambição da KTM na MotoGP
Os números ajudam a contextualizar a ambição da equipe para 2026. Pedro Acosta encerrou o Mundial de 2025 na quarta colocação, igualando o melhor resultado da KTM na categoria principal, marca que também pertence a Brad Binder. Na última temporada, o time somou 14 presenças no pódio entre GPs e Sprints, além de 17 resultados entre os cinco primeiros, reforçando a consistência do projeto. Outro dado simbólico segue intacto: o recorde de velocidade máxima da MotoGP, de 366,1 km/h, alcançado pela RC16 com Binder em 2023 e igualado por Pol Espargaró em 2024.

A temporada começa oficialmente com o primeiro teste de pré-temporada em Sepang, seguido pelo lançamento coletivo da MotoGP 2026 em Kuala Lumpur, no dia 7 de fevereiro. Depois, as equipes seguem para Buriram, na Tailândia, para o segundo teste, antes da abertura do campeonato no mesmo circuito, entre 27 de fevereiro e 1º de março.

Pedro Acosta chega para seu terceiro ano na MotoGP com confiança em alta. O espanhol destacou a regularidade conquistada no segundo semestre de 2025 e acredita que a base construída permite sonhar mais alto. Brad Binder, por sua vez, aposta em uma abordagem mais natural na pilotagem após um período de reflexão e preparação física, buscando extrair novamente seu melhor desempenho na RC16.

Na Tech3, Enea Bastianini vê 2026 como um ponto de virada após uma temporada de aprendizado. Já Maverick Viñales carrega a responsabilidade de liderar o projeto satélite com a ambição de transformá-lo em uma estrutura vencedora, apoiado pela evolução técnica da moto e pela integração cada vez maior com a fábrica.
Expectativas altas da KTM para abertura da temporada 2026
A liderança do projeto mantém o discurso de cautela com ambição. Aki Ajo, gerente da equipe de fábrica, destacou a evolução constante ao longo de 2025 e a importância de seguir avançando em pequenos passos diários.

Nicolas Goyon, chefe da Tech3, reforçou o fortalecimento da parceria com a KTM e o otimismo para uma nova era competitiva. Já Pit Beirer, diretor da marca austríaca, crava que, apesar do olhar para o futuro regulatório de 2027, a prioridade é fazer de 2026 um ano decisivo para o projeto austríaco na MotoGP.