O retorno do GP do Brasil ao calendário do Mundial de Motovelocidade também traz ajustes na estratégia de pneus para as categorias de base. Fornecedora oficial de pneus para Moto2 e Moto3, a Pirelli decidiu ampliar a alocação disponível para cada piloto durante o fim de semana no Autódromo Internacional de Goiânia.
A medida foi tomada para ajudar equipes e pilotos a se familiarizarem com o circuito goiano. A pista passou por recapeamento completo e modificações no traçado recentemente. Por isso, as sessões de treinos livres de sexta-feira das duas categorias terão duração maior que o habitual.

Sessões mais longas, pneus extras da Pirelli
As sessões TL1 e TL2 da Moto2 e da Moto3 serão estendidas em 10 minutos cada. Com isso, os pilotos terão um total de 20 minutos adicionais de pista na sexta-feira, aumentando o tempo disponível para adaptação ao traçado.
Para compensar o uso maior durante os treinos, a Pirelli disponibilizará um conjunto extra de pneus. Assim, cada piloto terá 19 pneus ao longo do fim de semana, sendo nove dianteiros e dez traseiros. Em condições normais, a alocação padrão é de 17 unidades, divididas entre oito dianteiros e nove traseiros.
Pirelli leva mais opções para Moto2 e Moto3
Além do conjunto adicional, a fabricante italiana também ampliou a quantidade de pneus disponíveis em cada especificação.
Na Moto2, cada piloto contará com nove pneus macios — os Pirelli SC1 dianteiro e SC0 traseiro — e seis unidades da solução média, composta pelo SC2 dianteiro e SC1 traseiro. Já na Moto3, cada piloto terá nove unidades para cada uma das duas opções dianteiras e também para cada uma das duas soluções traseiras.

Como a etapa ocorrerá em uma época do ano com alta probabilidade de chuva em Goiânia, os pilotos também poderão utilizar os pneus de chuva Pirelli Diablo Rain em caso de pista molhada.
Goiânia de volta à MotoGP após décadas
O retorno do Mundial de Motovelocidade ao Brasil encerra um intervalo de 22 anos desde a última corrida no país. No total, o campeonato já realizou 13 GPs em território brasileiro.
A primeira edição aconteceu em 1987, justamente em Goiânia, que recebeu a prova até 1989. Em 1992, o evento teve uma edição única em Interlagos, antes de se mudar para o Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, palco de nove corridas entre 1995 e 2004, com exceção de 1998.

Circuito renovado representa desafio
Apesar do histórico, o circuito goiano será praticamente uma novidade para o paddock atual. Nenhum dos pilotos das categorias atuais correu na pista, e as mudanças estruturais — incluindo o recapeamento, a ampliação de áreas de escape e ajustes no traçado, especialmente na Curva 12 — fizeram com que o local atendesse aos padrões de segurança Grau A da FIM.
De acordo com as primeiras impressões de pilotos que visitaram a pista após o GP da Argentina no ano passado, o traçado é curto, mas rápido, com uma longa reta principal capaz de proporcionar altas velocidades. O novo asfalto promete boa aderência, embora ainda não existam dados concretos sobre o desgaste dos pneus.
Por isso, a Pirelli optou por utilizar compostos padrão de sua gama, conhecidos pelas equipes e também disponíveis no mercado. A expectativa é observar ao longo do fim de semana se o circuito de Goiânia favorecerá soluções mais macias ou mais duras.