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Do estilo naked às scooters: conheça 6 motos elétricas à venda no Brasil

  • Publicado: 12/07/2026
  • 4 Minutos de leitura

O mercado de motos elétricas no Brasil vive uma fase de expansão acelerada, mas ainda marcada por uma característica importante: a forte presença de scooters urbanas. Mesmo assim, o segmento começa a ganhar diversidade, com modelos que vão desde opções mais simples para deslocamento diário até motocicletas com proposta mais próxima das motos convencionais.

Segundo dados da Fenabrave, o setor de motos como um todo cresceu 15% no primeiro trimestre de 2026, com mais de 1,1 milhão de unidades emplacadas no país. Já o segmento de motos elétricas também avançou de forma expressiva, com alta superior a 400% no mesmo período, reforçando o ritmo de expansão da eletrificação sobre duas rodas.

Apesar do crescimento, os modelos elétricos ainda representam menos de 1% do mercado total de motocicletas no Brasil, o que mostra que a categoria ainda está em fase inicial de desenvolvimento. Dentro desse cenário, seis modelos ajudam a ilustrar como o segmento já se divide entre propostas distintas.

Yadea Keeness: uma elétrica com jeito de esportiva

A Yadea Keeness é o modelo mais potente da lista e também o que mais se aproxima do conceito de motocicleta convencional. Ela traz motor central com potência de pico de até 11.000 W e cerca de 5.500 W nominais, com velocidade máxima próxima de 100 km/h.

O conjunto é alimentado por duas baterias removíveis de 72V 32Ah, com autonomia que pode chegar a cerca de 120 a 129 km. O modelo também conta com suspensão dianteira invertida, freios a disco com CBS, painel digital e sistema de regeneração de energia.

Super Soco TSX: entrada no mundo das elétricas urbanas

A Super Soco TSX é uma motocicleta elétrica voltada ao uso urbano, com proposta mais leve e acessível. O modelo utiliza motor de cerca de 3.000 W e atinge velocidade máxima na faixa de 75 a 80 km/h.

A bateria é removível, com capacidade em torno de 60V 32Ah, e autonomia média entre 70 e 100 km, dependendo do uso. É uma opção focada em deslocamentos diários e baixo custo operacional.

Aima X6: scooter elétrica com foco em conforto

A Aima X6 entra na categoria de scooters elétricas e tem foco em mobilidade urbana prática. O modelo utiliza bateria de lítio removível, geralmente na faixa de 72V, e motor voltado ao uso cotidiano.

A velocidade máxima fica entre 45 e 60 km/h, com autonomia média de 60 a 100 km. A proposta é priorizar conforto, ergonomia e facilidade de uso no dia a dia.

Watts WS120: uma das elétricas mais conhecidas no Brasil

A Watts WS120 é uma scooter elétrica nacional voltada ao uso urbano simples e econômico. O modelo traz motor de aproximadamente 1.200 W, com velocidade máxima em torno de 50 a 60 km/h.

A autonomia média fica entre 60 e 80 km, variando conforme o estilo de condução. É uma opção de entrada no segmento, com foco em custo-benefício e manutenção reduzida.

Shineray SHE-S: elétrica com visual mais próximo de moto

A Shineray SHE-S amplia a presença da marca no segmento elétrico com um modelo de visual mais próximo de motocicleta, embora ainda mantenha base de scooter.

O conjunto traz motor de cerca de 2.000 W, com velocidade máxima próxima de 75 a 80 km/h. A bateria é de lítio removível, com sistema em torno de 72V, e autonomia média entre 60 e 90 km.

Vammo CPX e Comfort: foco em uso urbano e mobilidade prática

Os modelos CPX e Comfort da Vammo são scooters elétricas voltadas principalmente para uso urbano, com forte presença em frotas e serviços de mobilidade, mas também disponíveis para consumidores.

A velocidade máxima pode chegar a cerca de 90 km/h no modelo mais potente, com autonomia que pode ultrapassar 100 km em uso urbano moderado. O diferencial está na proposta de eficiência operacional e praticidade, incluindo baterias removíveis e foco em uso diário.

O que esperar do mercado de motos elétricas no Brasil?

O avanço das motos elétricas no Brasil ainda é recente, mas já mostra sinais claros de diversificação. Se antes o segmento era praticamente restrito a scooters urbanas, hoje já existem modelos com propostas mais amplas, incluindo opções com desempenho mais próximo das motocicletas tradicionais.

Mesmo assim, o cenário ainda é inicial: com participação inferior a 1% do mercado total, as elétricas seguem em fase de consolidação. O crescimento de mais de 47% no segmento, no entanto, indica que a evolução pode ganhar ritmo nos próximos anos, especialmente com a chegada de novos modelos e maior maturidade do consumidor.

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