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Yamaha Niken é única em todos os sentidos

Autor: Carlos Bazela


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A inovadora Niken — homologada como uma moto e que deve ser pilotada com habilitação categoria “A” — chega sob o lema “Pilote a revolução” e cria um novo segmento no mercado. A convite da Yamaha, nossos parceiros da MOTOCICLISMO Espanha estiveram na cidade austríaca de Kitzbühel para testar e tirar as primeiras conclusões sobre o inovador produto. Finalmente chegava a hora de tirar as dúvidas que tínhamos sobre o posicionamento que a Yamaha daria ao modelo, saber seu preço, como seria a maneabilidade com ela parada, se seria difícil colocá-la na trajetória nas curvas e deitá-la de um lado para outro em trechos sinuosos, se seria confortável, se conseguiríamos andar rápido, enfim… tudo!

Antes de colocar o capacete, os homens da Yamaha fizeram uma apresentação aos jornalistas sobre o conceito Niken. Começaram falando do enorme trabalho que tiveram para gerar o modelo e o longo período de tempo empregado em seu desenvolvimento. Foram muitos testes e diferentes soluções de características técnicas até conseguirem uma grande estabilidade em frenagens, uma entrada em curvas sem oscilações e uma elevada segurança em fortes apoios com a moto bem inclinada, inclusive sobre pistas com irregularidades, sujas ou molhadas. Além disso, trabalhou-se na estabilidade em alta velocidade já que ela chega a 200 km/h.

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Segundo a Yamaha, a Niken se posiciona entre as diferentes versões da MT-09 e a touring FJR 1300 — um modelo que, infelizmente, nunca chegou ao Brasil —, reunindo qualidades esportivas e touring ao mesmo tempo, o que a classifica como uma sport-touring especial e única. Além disso, seu preço fixado em 16 349 euros, o equivalente a R$ 71 120, também contribui para que a Niken seja um modelo bem exclusivo. Segundo a Yamaha, o complexo trem dianteiro tem 410 mm de largura e inclui duas rodas de 15” com um disco de freio de 298 mm em cada uma. Conta com um garfo invertido KYB dos dois lados colocado na parte externa.

Motor familiar e ciclística curiosa

As bengalas, curiosa e atipicamente, não são simétricas. A bengala traseira de cada lado (com barras de 43 mm) se encarrega da suspensão, permitindo ajustes de compressão e extensão. Já as bengalas dianteiras de cada lado contam com barras de 41 mm e sua função é permitir que a direção vire adequadamente e, também, estabilizar a parte dianteira.

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O sistema, batizado pela Yamaha de LMW (leaning multi wheel), que poderia ser traduzido como “sistema de inclinação multirroda”, conta também com dois braços paralelos (quadriláteros) na sua parte superior e outros dois braços inferiores seguindo as diretrizes do princípio de Ackermann, graças ao qual cada uma das rodas dianteiras descreve círculos diferentes nas curvas, fechando um pouco mais a trajetória da roda que se encontra no lado interno da curva.

Outra coisa na qual a Yamaha insistiu muito é na elevada capacidade de inclinação da Niken, que vai até 45° para cada lado. O chassi também é totalmente novo, e é do tipo híbrido, já que conta com uma sólida peça de alumínio na sua parte dianteira e outra na traseira, além de uma estrutura multitubular de aço na zona intermediária, que é a que fica mais visível.

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A robusta balança de duplo braço assimétrico de alumínio também é específica e chega acompanhada de um amortecedor com comando remoto para ajuste da pré-carga e sistema de bieletas. Apesar de seu aspecto massivo, a ficha técnica divulgada pela Yamaha declara uma distância entreeixos de 1 510 mm, o que é um pouco mais que os 1 440 mm da MT-09 Tracer, por exemplo. Apesar disso, devido às rodas dianteiras menores, o comprimento total é menor: 2 150 mm da Niken contra 2 160 mm da Tracer.

O motor é o mesmo tricilíndrico de 847 cm³ e 115 cv da família MT-09, mas recebeu um virabrequim mais pesado, que aumenta a inércia em 18%. Assim, o efeito do freio-motor é menos sentido ao “cortar” e menos brusco ao “abrir”, mantendo a entrega de torque mais constante. Em comparação com a Tracer, foi reduzida a relação final ao substituir a coroa de 45 dentes da crossover por outra de 47. A posição de pilotagem foi bastante modificada. Ela é mais recuada, especialmente pelo assento, o que permitiu uma distribuição de peso de 50% para cada eixo com o piloto na moto. Com tudo isso, e apesar de adotar um tanque de alumínio de 18 litros, o peso declarado em ordem de marcha é de elevados 263 kg.

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Pilotando a revolução

Não é difícil subir na Niken. O assento fica a uma altura normal. No entanto, ele é mais largo do que a média, o que dificulta aos mais baixinhos alcançar o chão com os dois pés. Uma vez que as rodas começam a girar, surpreende a facilidade com que podemos mover a direção, mas, assim como nas motos de duas rodas, é preciso manter uma velocidade mínima em cada manobra para que ela não tenda a cair.

A Niken precisa de espaços amplos para manobrar, o que deixa claro que não é um modelo pensado para uma utilização frequente na cidade. É uma moto que exige alguma experiência, mas não exige uma força fora do normal para pilotá-la. A posição de pilotagem é bem atrasada e em alguns momentos, pela posição do guidão e assento, lembra o de uma custom, ainda que mais natural graças às pedaleiras centralizadas. O assento é amplo e a grande carenagem frontal mais o para-brisa protegem bem dos joelhos até o pescoço quando mantemos uma posição normal. Em pista molhada as rodas dianteiras jogam muita água nos nossos pés, portanto, um calçado impermeável é indispensável ao pilotá-la.

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Em linhas gerais, essa Yamaha é confortável e surpreende pela capacidade de absorver buracos, desníveis e outras irregularidades no asfalto, especialmente quando nos referimos ao trem dianteiro. Por essa razão, ao rodar com a Niken, devemos tentar sempre deixar o asfalto em melhores condições na trajetória da roda traseira já que o comportamento e as reações da suspensão traseira são bem mais secos e acabam transmitindo muito mais os defeitos na pista.

Ainda que não seja exatamente igual a uma moto de duas rodas, não é dificíl se familiarizar com a Niken. Sua pilotagem não requer que utilizemos muito o peso de nosso corpo e podemos nos manter no banco quase sem se mover durante as curvas. Com um guidão largo, podemos mudar de direção facilmente e com grande sensação de controle. É mais fácil manter as trajetórias quando impomos um ritmo mais rápido e, nas curvas, é impressionante a segurança que a moto transmite em inclinações fortes.

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Ela não é especialmente ágil e, em algumas condições, tende a abrir um pouco a trajetória nas curvas, mas é só perder o medo e “jogá-la” para dentro que ela mantém o traçado correto. Outro aspecto que vale destacar é a confiança que sentimos ao inclinar em pista molhada ou suja, permitindo fazer coisas impensáveis (e impossíveis) com motos de duas rodas.

As frenagens não são especialmente potentes, exigem força no manete e devemos usar o freio traseiro mais que o normal. A vantagem é poder frear em momentos difíceis com total segurança, inclusive com a moto inclinada.

O motor CP3 – por conta dos três cilindros e o virabrequim crossplane – dá conta e não é afetado pelos mais de 260 kg da Niken. O câmbio funciona de maneira correta e conta com quickshift para trocas para cima. Difícil é achar um ponto fraco no motor. Talvez o controle de tração, muito intrusivo, mas que cumpre a sua função. Entre seus equipamentos de série, há o controle de velocidade automático, mas nada muito além disso. Pelo conceito inovador e preço, a Niken poderia trazer de série, ao menos, painel de TFT e chave presencial.

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Primeira impressão, por Victor Gancedo

Temos que aplaudir a Yamaha por criar uma “moto” como a Niken e atrever-se a colocá-la no mercado. Possui três rodas, mas é homologada como uma moto de 115 cv de alto nível. Está claro que não existe nada no mercado próximo à Niken, mas também é certo que ela chega para brigar no segmento sport-touring. A Yamaha conseguiu que seu complexo trem dianteiro funcione muito bem, com duas rodas aportando uma grande segurança nas inclinações, nas curvas, inclusive em piso molhado ou sujo, permitindo-nos fazer coisas impensáveis sobre uma moto de duas rodas. Além de tudo, é fácil de pilotar.

Pontos positivos:

  • Inovação, comportamento e sensação de segurança

Ponto negativo: 

  • Suspensão traseira

Texto: Gabriel Berardi e Victor Gancedo
Fotos: Yamaha

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