Responsive Menu
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in posts
Search in pages

Motos, Kawasaki, Kawa, naked, retrô, Z900RS, tetracilíndrico, Salão Duas Rodas, EICMA, Salão de Milão, Revista Motociclismo, Motociclismo Online, motociclismo, Z900, preço, Brasil, teste, andamos, quatro cilindros, Triumph, clássica

Kawasaki Z900RS é adrenalina em estilo retrô

Autor: Carlos Bazela


Motos, Kawasaki, Kawa, naked, retrô, Z900RS, tetracilíndrico, Salão Duas Rodas, EICMA, Salão de Milão, Revista Motociclismo, Motociclismo Online, motociclismo, Z900, preço, Brasil, teste, andamos, quatro cilindros, Triumph, clássica

Texto: Marcelo Barros
Fotos: Renato Durães

A vida é feita de ciclos, e por que não dizer que as motos também são assim? A Z900RS é um reflexo disso na Kawasaki. Antes dela, o motociclista só encontrava na alta cilindrada motos muito esportivas, com design futurista. Mas a novidade segue outra direção, explorando um mercado em que a Triumph tem se dado muito bem, o das “clássicas modernas”, que basicamente são motos com o visual inspirado lá no passado, mas recheadas de tecnologia e segurança. Chamo isso de o melhor dos dois mundos.

A Z900RS foi lançada em outubro de 2017, no Tokyo Motor Show, e apareceu por aqui um mês depois, no Salão Duas Rodas, tendo, como prometido, o início das vendas no segundo semestre de 2018, com dois anos de garantia. O preço? R$ 48 990, não inclusas as despesas com frete.

Veja também:
Kawasaki atualiza a Ninja ZX-6R para 2019
Novas Kawasaki Ninja H2, H2 Carbon e H2R no Brasil
Kawasaki lança Ninja 400 no Brasil com preço competitivo

Motos, Kawasaki, Kawa, naked, retrô, Z900RS, tetracilíndrico, Salão Duas Rodas, EICMA, Salão de Milão, Revista Motociclismo, Motociclismo Online, motociclismo, Z900, preço, Brasil, teste, andamos, quatro cilindros, Triumph, clássica

De volta para o futuro

Mecanicamente a RS é derivada da atual Z900. Basta dar uma volta ao redor e ver seus detalhes para concordar que é quase uma versão atualizada da primeira Z900, lançada em 1972 — também conhecida como Z1 —, que foi a primeira Kawasaki com motor de quatro cilindros. A sacada da marca foi muito boa, pois quem conhece a primeira Z900 fica com olhos brilhando quando vê de perto esta RS. Falando nisso, a sigla significa “Retro Sport”.

No primeiro contato com a moto para o teste, confesso que também me empolguei. O acabamento é impecável e as referências de design dos anos 1970 estão por toda a moto, claro, com aquela pitada forte de tecnologia. Por exemplo, o farol redondo com aro cromado remete ao passado, mas a iluminação em LED o deixa bem eficiente e atual. As gigantes setas de direção da Z1 se tornaram pequenas e potentes setas em LED na RS. O painel é outra referência clara da primeira Z. Tem dois mostradores analógicos, com um discreto display digital no centro, recheado de informações úteis, como indicador de marcha engatada, consumo médio e instantâneo, entre outros dados, tudo com boa visibilidade. A pintura do tanque de 17 litros é bicolor, com as mesmas cores e formato da primeira Z. Por enquanto, só tem RS nessa cor, mas lá fora tem mais duas cores e uma linda versão café, com guidão baixo e mais fechado, além de uma carenagem em torno do farol, pintada de “verde Kawasaki”.

Motos, Kawasaki, Kawa, naked, retrô, Z900RS, tetracilíndrico, Salão Duas Rodas, EICMA, Salão de Milão, Revista Motociclismo, Motociclismo Online, motociclismo, Z900, preço, Brasil, teste, andamos, quatro cilindros, Triumph, clássica

Nos primeiros quilômetros na cidade, achei os 215 kg da moto elevados, mas estão dentro das medidas de uma moto com esse porte e quatro cilindros. O guidão é largo (865 mm) e junto com o peso dificulta um pouco a fluidez entre os carros no trânsito da cidade, onde freios e suspensão atuam com precisão. O esterço é 2° maior que na Z900 (35°), melhorando as manobras em espaços reduzidos. À diferença das nervosas Z900 e Z1000, o assento é largo, com 835 mm de altura e a clássica cinta para o garupa se segurar. Pelo visual, esperávamos mais conforto dele, mas nada que o desabone. Saindo da cidade, ela mostra todo o seu potencial. A posição de pilotagem é natural, neutra e não incomoda nem em alta velocidade. Superfácil de pilotar, tem muita estabilidade em alta velocidade e nas curvas, com motor e freios de sobra. Me senti muito à vontade com ela e cativado a percorrer cada vez mais as estradas sinuosas do teste, em uma pilotagem bem prazerosa.

Propulsor “mais manso”

O motor é derivado da atual Z900, mas foi ajustado para entregar mais torque em baixas e médias rotações, deixando as respostas mais lineares. Lembrando que a marca declara 109 cv de potência e 9,7 kgf.m de torque para empurrar você e ela sem preocupação. Na RS são 14 cavalos a menos que na Z900, que chegam a cerca de 1 000 rpm mais cedo. Desempenho não falta nessa Kawasaki, que chega facilmente a 180 km/h! Dá para vestir um macacão de couro e levá-la a um track day e usar todo desempenho do conjunto. Não se engane com o visual! O câmbio de seis marchas tem embreagem assistida (que deixa mais leve o acionamento) e deslizante (que evita o travamento da roda traseira em fortes reduções de marcha). Em comparação a Z900 ela teve a primeira reduzida e a sexta bem alongada, assim responde melhor em baixa, na cidade, e na estrada deixa a rotação do motor lá embaixo, para rodar suave, aumentando o conforto da moto.

Motos, Kawasaki, Kawa, naked, retrô, Z900RS, tetracilíndrico, Salão Duas Rodas, EICMA, Salão de Milão, Revista Motociclismo, Motociclismo Online, motociclismo, Z900, preço, Brasil, teste, andamos, quatro cilindros, Triumph, clássica

A marca ainda não trabalha com acessórios da RS no Brasil. O protetor do radiador e a alça da garupa são dois que eu instalaria nela. Principalmente a alça, que também é idêntica à da primeira Z e é muito mais eficiente que a cinta. Calçando as rodas de liga leve, os pneus radiais garantem desempenho e aderência para andar forte no seco — não consegui avaliar em piso molhado. Os freios são potentes, com disco duplo na dianteira mordidos por pinças radiais monobloco, que têm ótimo tato e passam confiança ao piloto. Além do ABS que não pode ser desligado, ela tem controle de tração com três opções de ajuste: desligado, baixa atuação (1) e grande atuação (2). A suspensão dianteira é invertida e toda ajustável. Na traseira, ajuste de pré-carga (de fácil acesso) e retorno contribuem para ela funcionar bem em qualquer situação. Esse conjunto não deve nada em tecnologia e segurança. Isso justifica o preço cobrado, alinhado com o mercado. Mas antes de finalizar, já pensou uma moto assim, mesclando estilo e tecnologia, derivada da Z650? Os fãs das clássicas modernas iriam curtir!

CONCLUSÃO

Quando a vi no Salão Duas Rodas, fiquei apaixonado. Belíssima e chega como opção para quem é fã da marca, mas procurava algo menos agressivo e mais confortável que as brutas Z900 e Z1000. A proposta da RS é uma pilotagem mais descontraída, sem pressa, sem competição. Não precisa ser “piloto” para curtir o que ela tem a oferecer, mas claro, ela ainda é uma Kawasaki e seu DNA esportivo é forte, então a respeite que sua vida será mais colorida. Ela é como aquelas pessoas mágicas que você conhece e de quem não quer mais desgrudar, pois tem personalidade forte, algo que parece em extinção nas motos de hoje em dia.

PONTO POSITIVO

  • Visual
  • Segurança
  • Pilotagem prazerosa

PONTO NEGATIVO

  • O assento poderia ser mais confortável

Motos, Kawasaki, Kawa, naked, retrô, Z900RS, tetracilíndrico, Salão Duas Rodas, EICMA, Salão de Milão, Revista Motociclismo, Motociclismo Online, motociclismo, Z900, preço, Brasil, teste, andamos, quatro cilindros, Triumph, clássica

Motos, Kawasaki, Kawa, naked, retrô, Z900RS, tetracilíndrico, Salão Duas Rodas, EICMA, Salão de Milão, Revista Motociclismo, Motociclismo Online, motociclismo, Z900, preço, Brasil, teste, andamos, quatro cilindros, Triumph, clássica

Comentários


Motociclismo Online

Motociclismo Online

error: Content is protected !!