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Honda X-ADV é revolução entre os scooter

Autor: Carlos Bazela


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Antes de mais nada, vale comentar que esse projeto inovador surgiu do desejo de um italiano, Daniele Lucchesi, designer da Honda em Roma. Em um feriado na Grécia, alugou um scooter para ir à praia, mas seu passeio foi frustrado, pois havia um trecho sem asfalto no caminho, pelo qual ele não passava. Com isso, idealizou um scooter que permitisse pequenas aventuras, independentemente do caminho e sem requerer alta técnica de pilotagem.

Após muita insistência para que sua ideia fosse aprovada dentro da Honda — incluindo a produção de uma capa falsa de uma revista de moto com o X-ADV em destaque para convencer seu chefe japonês —, Lucchesi contou com a ajuda do designer Maurizio Carbonara para criar o destemido scooter. O ADV do nome tem dois significados. É de adventure, ou aventura, e também de advanced, ou avançado. E sim, ele faz jus a esse duplo sentido da sigla.

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Em movimento, altura e peso somem e ele parece ser um 250, pela leveza, agilidade e facilidade de manobrar. Isso é resultado de um conjunto bem acertado e do largo guidão, com 910 mm de largura e protetores de mão, os mesmos da Africa Twin. Somado ao visual aventureiro está o painel, que parece um GPS, com boa visualização dos dados, e o para-brisa ajustável. Usamos na posição mais alta na estrada e na mais baixa para rodar na cidade.

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Motor e câmbio DCT

O motor bicilíndrico é o mesmo da crossover NC 750X, com 745 cm³, que trabalha em baixas rotações e com respostas que lembram um motor em V. Ele rendeu 45,95 cv e 6,1 kgf.m de torque no nosso dinamômetro, números suficientes para arrancar largos sorrisos de quem o pilota. Por falar em expressões, estar ao guidão atrai olhares por todos os lados, alguns deles bem espantados com as formas do maxiscooter aventureiro. O X-ADV não traz câmbio CVT, mais um de transmissão por correia variável. Na verdade ele é um DCT de segunda geração, assim como a Africa Twin no exterior. No punho direito você pode selecionar entre o N (Neutro), D (Drive) ou S (Sport), e no punho esquerdo os botões “-”, na parte inferior, e “+”, onde normalmente fica o lampejador de farol, permitem operar o câmbio manualmente, trocando as seis marchas disponíveis.

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Suspensões, freios e pneus trabalham em sintonia digna de orquestra. A estabilidade é invejável em alta velocidade, principalmente em curvas, transmitindo muita segurança independentemente da condição de uso. Nos sentimos realmente confiantes para acelerar forte durante todo o teste. No nosso trecho longe do asfalto descobrimos um porém: o ABS não pode ser desativado. Por isso, moderamos o acelerador nos 40km de terra que encaramos, com infinitas pedras soltas e bem pouca aderência. Como o X-ADV tem aro de 17” na dianteira, como qualquer crossover, não dá para esperar um comportamento de CRF, mas apesar disso mostrou que com técnica na pilotagem e respeito ao equipamento ele nos permite fazer praticamente tudo que uma maxitrail faz e surpreendeu.

Mas toda inovação tem um preço. O X-ADV chega por R$ 52 500, pouco mais que o Suzuki Burgman 650 (R$ 51 612). Contudo, são menos de R$ 1 000 para ter o que nenhum outro maxiscooter ofereceu antes: polivalência para qualquer terreno. Por isso, comparar o modelo da Honda com qualquer outro é uma tarefa injusta. Por enquanto. A Kymco apresentou um conceito com a mesma proposta no último Salão de Milão, mas ainda não há previsão de lançamento.

Texto: Marcelo Barros
Foto: Renato Durães

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