Toda nova, Yamaha Fazer 250 chega à quarta geração

Autor: Marcelo Barros


Um dia antes do Salão Duas Rodas, a Yamaha divulgou uma novidade, a nova Fazer 250. O modelo chega a sua quarta geração – a primeira é de 2005 – aproveitando da anterior basicamente o nome e o motor monocilíndrico de 249 cm³. Em versão única, tem freios com sistema ABS – novidade nessa faixa de cilindrada na Yamaha – e mais: a Fazer 250 agora tem quatro anos de garantia. A moto é a mesma FZ25, que publicamos quando foi lançada na Índia, com mínimas mudanças para o Brasil, para atender a legislação local. Esse projeto, com quase três anos de desenvolvimento, foi feito em parceria entre a Yamaha Brasil, a matriz, no Japão e a Yamaha Índia, tudo para deixar o modelo mais ‘globalizado’. Nas suas três primeiras gerações, em 12 anos no mercado, a Fazer 250 acumula mais de 300 mil motos já produzidas no Brasil.

O visual lembra um pouco a MT-03, a moto perdeu um pouco do conforto (ponto forte da Fazer 250 anterior) para aprimorar o comportamento com uma pegada mais esportiva, mais ágil. A moto tem lanterna e farol todo em LED, que garante maior eficiência da iluminação ajudando no ‘ver e ser visto’ no trânsito. Reforço para a segurança do motociclista, além de colaborar com o visual da moto. O punho esquerdo da moto ganhou nova posição do lampejador do farol, como nos scooter, junto a chave seletora do farol alto e farol baixo — posição que achamos bem funcional. No painel digital, com luz de fundo laranja, foram adicionados consumos médio e instantâneo. Ainda continua ausente o útil indicador de marchas nele. A altura do assento, que agora é bipartido, é de 790 mm, 10 mm mais baixo que na versão anterior.

Para aliviar o peso da moto, questão importante em modelos de baixa cilindrada, a Yamaha reduziu o tanque de combustível de 18,5 litros para 14 litros, o que fará você visitar mais vezes o posto de gasolina. Além disso, o novo escapamento é praticamente metade do tamanho da geração anterior. A Yamaha também apresenta novo chassi, tipo diamond, que faz uso do motor como parte da estrutura e não montado dentro dele, como era na Fazer 250 2017 com o chassi de berço duplo. Logo, menos barras de aço no chassi, menos peso. A redução total foi de 4 quilos, ficando com 149 kg de peso cheio.

Nas suspensões, reforço na dianteira, que está mais robusta, com 41 mm de diâmetro (era 37 mm) e com mais 10 mm de curso (130 mm no total) que a Fazer 250 2017. A traseira também mudou. Está mais robusta, tem 7 níveis de ajuste e nova calibragem, mantendo os 120 mm de curso da geração anterior. Nas rodas de liga leve, mudança no visual, pois sai o design com 5 raios duplos e entram 10 raios individuais. Calçada com os eficientes pneus Pirelli Sport Demon, ganhou um traseiro  mais largo, era o 130 mm e agora entra o 140 mm, mudança que muitos donos de Fazer 250 já faziam, pois além de deixar a moto mais bonita, deixa ela mais estável.

Já tivemos um primeiro contato com ela, e a principal mudança é na posição de pilotagem e na geometria. A Yamaha deixou a moto mais ágil, fechando o ângulo de cáster em quase um grau (de 25,3° para 24,5°), além de adotar um guidão mais largo (a moto tem 770 mm de largura). Com isso ela responde mais rápido nas mudanças de direção. O motor, que é o mesmo da geração anterior, com exceção do alternador, que foi otimizado, graças a redução de consumo com farol e lanterna em LED, continua pedindo uma quinta marcha mais longa ou uma sexta, para trabalhar mais confortável em velocidade de rodovia (120 km/h). Com as mudanças no escapamento, que deixou o ronco mais grave, encorpado, e no filtro de ar (que tem o dobro do tamanho, gerando maior admissão), a injeção foi reajustada e nisso adicionou se 0,6 cv extra a potência máxima: 21,5 cv a 8.000 rpm, com pico de torque de 2,1 kgf.m a 6.500 rpm. A transmissão foi encurtada, com a redução de 1 dente na coroa (de 46 para 45), e isso faz com que a rotação suba mais rápido, dando sensação de maior desempenho.

Com as alterações, ela perdeu um pouco o foco no conforto (o assento novo não é mais confortável que o anterior, por exemplo), que era seu ponto forte, mas ficou uma moto mais divertida para se pilotar na cidade, o que acreditamos ser uma mudança que irá agradar muitos motociclistas.  A nova Fazer 250 custa R$ 14.990. Cerca de mil reais mais cara que a geração anterior. Está disponível nas cortes azul, branco, preto ou vermelho. Com 4 anos de garantia e faz parte do programa de revisão com preço fixo da Yamaha.


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