O que esperar do Salão Duas Rodas 2017?

Autor: Marcelo Barros


Como você que acompanha a MOTOCICLISMO já sabe, 2017 será mais um ano de números negativos para o mercado de motocicletas 0 km. Mantendo-se a média dos dez primeiros meses do ano, devemos fechar 2017 com cerca de 850 000 motos novas emplacadas (contra as 998 000 de 2016). Isso se confirmando, seria o sexto ano consecutivo de queda. Contudo, felizmente, a maioria das marcas de relevância que atuam em nosso mercado não tiraram o pé do acelerador. Mesmo com os números desfavoráveis, nunca tivemos tantos lançamentos e opções de compra, nas mais diversas categorias… e o Salão Duas Rodas, realizado a cada dois anos, é o grande momento do mercado. Confira abaixo o que devemos (e gostaríamos) de encontrar no evento que nesta edição está de ‘casa nova’: sai do Pavilhão do Anhembi e vai para o São Paulo Expo, na Rodovia dos Imigrantes, como ocorreu com o Salão do Automóvel, e abre as portas na próxima segunda-feira (13) para a imprensa especializada e na terça-feira (14) para o público.

Como em todas as edições, a Honda deve fazer jus à sua posição de líder absoluta e apresentar um grande número de novidades. Além dos modelos que já fazem parte do catálogo atual, estão confirmados no estande da marca alguns lançamentos que já foram revelados no exterior: a touring Gold Wing 2018, a superesportiva CBR 1000 RR Fireblade, o scooter aventureiro X-ADV e a naked clássica CB 1100, estas duas últimas inéditas em nosso mercado. Acreditamos que há uma enorme possibilidade da Honda revelar também a custom Rebel 500 e uma ou duas novidades na categoria cub, onde se encaixariam modelos como os excêntricos Zoomer e Grom. Não descartaríamos a chegada da CB 110, uma pequena city.

Da outra gigante nacional, a Yamaha, apostamos que a nova Fazer 250 deve ser revelada, moto que já publicamos aqui no site o flagra em fase final de testes e o seu inicio de produção, na fábrica de Manaus da marca. Outro modelo que deve ter uma nova geração apresentada no salão é a XTZ 150 Crosser, que do modelo atual deve manter apenas o mesmo motor de 150 cm³, mas mesmo assim com aprimoramentos. Outro modelo que tem grandes chances de dar as caras em São Paulo é o scooter XMax 300.

A Harley-Davidson promete um estande bem atraente para apresentar a linha Softail 2018, que você conheceu na edição 240 da revista. Devem ser apresentados os modelos Breakout, Heritage Classic, Street Bob, Fat Boy, Fat Bob, Deluxe e a inédita Slim. Considerando as baixas vendas, acreditamos que 2017 foi o último ano do modelo Low Rider no mercado nacional. Já na linha Touring a novidade confirmada é a Road Glide, modelo que é sucesso no exterior mas que jamais foi comercializado por aqui. Não devemos ter novidades na linha Sportster.

No estande da Dafra os holofotes devem estar voltados para a linha de scooter, que é, de longe, o carro-chefe da marca. Ainda assim não esperamos grande novidades nos modelos Cityclass, Citycom e Maxsym. A lógica diz que o Fiddle 125 deve, finalmente, ganhar injeção. Também seria esperada a atualização da Next 250, considerando que, na Europa, a Sym Wolf (que é a nossa Next) já conta com uma versão de 300 cm³.

Na KTM, infelizmente, não devemos encontrar a nova geração da linha Duke (200 e 390), que já foram apresentadas no exterior. O estande da marca deve contar com os mesmos modelos que encontramos hoje nas lojas da marca: Duke 200, Duke 390, Superduke 1290, 1290 Super Adventure e a sua tradicional linha off-road

No estande da alemã BMW, de novidade, a única presença confirmada é a da superesportiva de fibra de carbono HP4 Race. A aguardadíssima G 310 GS também deve estar exposta, mas as vendas não devem começar junto à apresentação — nossas primeiras impressões sobre esta inédita trail você confere na edição 239 da MOTOCICLISMO, nas bancas! Ainda que, naturalmente, as F 750 GS e F 850 GS recém-apresentadas em Milão vão ser comercializadas no Brasil, não acreditamos que elas estarão expostas no salão de São Paulo. A touring K 1600 GTL e as versões 2018 da família S 1000 devem ocupar boa parte do estande da BMW.

Não esperamos muitas novidades no estande da marca anglo-indiana Royal Enfield, que deve se limitar a expor os já conhecidos modelos  Classic, Bullet (ambas com o motor de 500 cm³) e  Continental GT 535 e focar em novos acessórios para elas. É certo que a trail Himalayan e as recém-lançadas no Salão de Milão Interceptor 650 e Continental 650 vêm para o Brasil em 2018, mas não devem estar no salão de São Paulo.

A Triumph apresentou muitas novidades durante todo este ano, então, não esperamos nada inédito para o Salão. As atenções devem ficar voltadas para a  extensa linha “modern classic”, que pode ganhar reforço com a Bonneville T100 e para as já apresentadas Street Triple 765. Nosso palpite é que a atualização da linha Tiger 800, lançada dias atrás em Milão, seja apresentada.

Da Suzuki, tudo pode-se esperar… ou nada. A marca não tem nenhum relacionamento com a imprensa, mas, pensando nas tendências do mercado e na recente reformulação da gama Suzuki, não seria surpresa se no estande da marca encontrássemos a nova geração das V-Strom 650/1000 acompanhadas da pequena versão 250. As pequenas GSX 150, nas versões naked e carenada, também se encaixaram bem no mercado brasileiro e no line-up da marca.  Vale lembrar que no mês passado a marca lançou a naked GSX-S750A

Na Ducati, que revelou duas versões da Scrambler 1100 em Milão, uma nova Multistrada (1260) e a esperada Panigale V4, deve levar ao seu estande a Multistrada 950, recém-lançada no Brasil, talvez a Panigale V4 e acreditamos que a Scrambler Racer, derivação Café Racer da Scrambler Icon, lançada em 2016 em Milão, pegando carona nessa onda das clássicas com desempenho bem atual.

Na Indian, a Scout Bobber, que flagramos em teste em São Paulo meses atrás, é uma certeza. Outra novidade esperada é a atualização da Scout, com mudanças esperadas, como maior ângulo de esterço do guidão. Na Kawasaki, que recentemente fez bastante barulho com a Versys-X 300 no Brasil, a uma grande expectativa de vermos a Ninja 400, recém-lançada no exterior, das as caras por aqui. Essa seria uma ‘arma’ importante para a diferenciar da Yamaha R3 e competir com mais qualidade contra a Honda CBR 500R, agitando essa categoria que iniciação no mundo das esportivas.

E ai, qual é a moto mais esperada por você para esta edição do Salão Duas Rodas? A MOTOCICLISMO estará com estande no Salão, aproveite para nos visitar!

Texto: Gabriel Berardi

Veja nossa cobertura completa do Salão Duas Rodas 2017 aqui


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