Ducati arruma a casa e revela novos modelos para o Brasil

Autor: Carlos Bazela


Prestes a completar cinco anos de seu nascimento, a Ducati do Brasil, subsidiária local da marca italiana, está em um novo momento no País. No último ano, a marca vem se reestruturando para atender – e entender – melhor o mercado brasileiro e o primeiro ponto é uma gestão composta apenas por executivos brasileiros. “Somos a única no mundo todo que não tem italianos da diretoria”, comenta Diego Borghi, CEO da Ducati do Brasil em visita à redação da Motociclismo.

Diego Borghi e Breno Reis da Ducati do Brasil (foto: Carlos Bazela)

No cargo há cerca de um ano, Borghi recebeu o bastão das mãos do italiano Antonino Labate, diretor geral que veio ao Brasil para avaliar a situação da subsidiária local, pois a marca deixar o País era uma possibilidade real. “O Antonino veio fazer uma avaliação e constatou que o mercado tem potencial e daí começamos a nos reestruturar”, comentou Borghi.

Em sua meia década no Brasil de forma oficial, a Ducati superou uma série de percalços, que vão desde a tumultuada rescisão de contrato com o antigo distribuidor até o fechamento de quase metade da rede de concessionárias. “Alguns concessionários eram realmente ducatistas apaixonados pela marca, mas às vezes só a paixão não basta, comenta Breno Veloso Reis, gerente de vendas da marca no Brasil.

A marca pretende fechar o ano com 1.300 motos vendidas

De 12 revendas credenciadas antes, hoje a Casa de Borgo Panigale opera com sete e o número deve aumentar, mas não muito. “Acreditamos que 11 seja o número ideal para cobrirmos todo o Brasil e estarmos dentro das nossas metas”. Afirma Diego Borghi. As concessionárias ativas estão localizadas nos Estados de São Paulo (duas na cidade de São Paulo e uma em Campinas), Minas Gerais (Belo Horiizonte), Distrito Federal (Brasília), Goiás (Goiânia) e Paraná (Curitiba). Ao todo, a Ducati planeja fechar o ano com 1.300 unidades comercializadas.

Novidades para o Brasil

Além da reestruturação, os executivos da Ducati falaram sobre algumas novidades que podemos aguardar para meses futuros. Entre eles, a crossover Multistrada 950, prevista para outubro deste ano. “Existe um gap entre o início da comercialização do modelo lá fora e o lançamento aqui. Embora a 950 tenha sido anunciada em Milão no ano passado, as vendas só começaram em abril na Europa, comenta o gerente de vendas, Breno Veloso Reis.

A Multistrada 950 virá em outubro para o Brasil

Outro modelo confirmado foi a SuperSport para o ano que vem. Lançada no Intermot, o Salão de Colônia, no ano passado, trata-se de uma sport touring equipada com uma versão de 937 cm³ do motor Testastretta 11° e com um belo visual, marcado pelos LEDs de iluminação diurna na dianteira. Com guidão mais alto, a moto tem proposta diferente às superbikes da família Panigale. “Ela é extremamente confortável, você pilota mais ereto e não é uma moto de pista”, comenta Reis, reiterando que a SuperSport deve agradar em cheio o brasileiro.

A SuperSport chega ao ano que vem

Por falar em agradar o público local, outro ponto importante da subsidiária brasileira é a liberdade em sugerir mudanças e modelos exclusivos. “Temos uma sinergia muito boa com os italianos. Um exemplo disso é a XDiavel Dark, que vem com um kit de acessórios que só sai assim de fábrica no Brasil”, afirmou Breno Reis. A primeira custom da Ducati, aliás, é tida como um grande sucesso por aqui. “De todos os países onde foi lançada, foi aqui que ela foi mais bem recebida”, comentou o executivo.

A Scrambler terá uma versão exclusiva para o Brasil

Os executivos também confirmaram uma versão especial da Scrambler para o Brasil, mas não revelaram muitos detalhes, guardando a surpresa para o Salão Duas Rodas. Vale lembrar que a marca já lançou um modelo exclusivo para cá. Em 2013 a marca revelou a Panigale S Senna, feita em tiragem limitada para homenagear o tricampeão de Fórmula 1, morto em 1994.

Marca a venda

Sobre as recentes especulações de venda, os executivos se esquivaram, afirmando que sequer existem planos por parte do Grupo Volkswagen de passar a Ducati adiante. Mas, confirmaram o interesse da Harley-Davidson na marca. “São as duas marcas que conseguem mexer com a emoção do consumidor: Ducati e Harley”, afirmou o CEO Diego Borghi.


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