Confederate apresenta sua última moto

Autor: Carlos Bazela


A norte-americana Confederate, marca conhecida pelas motocicletas de design exótico com inspiração aeronáutica e preço salgado, revelou neste fim de semana a FA-13 Combat Bomber, sua mais recente criação. A moto é produzida de maneira artesanal  e limitada a apenas 13 unidades vendidas pela bagatela de 155 mil dólares, o equivalente a quase R$ 500 mil. O novo modelo também representa o ponto final na história da fabricante.

Como de costume nas motos da Confederate, a FA-13 Combat Bomber tem linhas totalmente fora do comum e tem seu chassi esculpido diretamente de peças utilizadas pelos militares dos Estados Unidos na construção de aviões. O acabamento em preto fosco também faz alusão aos caças “invisíveis” da Força Aérea norte-americana.

A nova moto é equipada com um propulsor de dois cilindros em V de 2.163 cm³ e arrefecido a ar. Os números de desempenho, no entanto, são ligeiramente maiores do que os da P51 Combat Fighter – modelo que a marca produz atualmente e está em suas últimas unidades disponíveis -, 150 cv de potência máxima na casa das 5.000 rpm e o  torque impressionante de 22,8 kgf.m já por volta dos 2.000 giros.

Despedida em grande estilo

A FA-13 Combat Bomber não é apenas a nova moto da Confederate, é também sua última. Em entrevista ao jornal californiano Los Angeles Times, o fundador e CEO da marca, Matt Chambers, revelou que a marca será reformulada e passará a se chamar Curtiss Motorcycles em homenagem a Glenn Curtiss, aviador dos Estados Unidos que estabeleceu recordes de velocidade em duas rodas com motos de fabricação própria.

O motivo? A rejeição da maioria dos estadunidenses á figura dos Confederados personagens da Guerra Civil americana e normalmente ligados à direita radical do país. “Acredito que perdemos uma série de negócios por causa desse nome”, disse Chambers ao periódico de Los Angeles. Ao todo, a Confederate comercializou 1.300 motos a um público seleto que inclui o ator Tom Cruise.

E a marca não vai apenas mudar de nome. O CEO Matt Chambers ainda confirmou uma parceria com a Zero Motorcycles para o fornecimento de motores, que serão utilizados em um novo modelo. Uma vindoura custom elétrica, que deverá ter o nome de Hercules.

A Bomber, então, representa o fim de uma era do motociclismo nos Estados Unidos, sobre a qual Chambers relacionou com o baque sofrido pelas motos do país com a chegada dos modelos japoneses“Então, de repente, é 1970. A era das grandes e musculosas motos americanas com cilindrada exagerada, bastante torque em baixa rpm e com a simplicidade do arrefecimento a ar chegou ao fim. Com a Combat Bomber, nós vamos sair com um estouro e sem lamentações”, finalizou.

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Fotos: Reprodução Facebook


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