A Himalayan e a vocação off-road da Royal Enfield

Autor: Carlos Bazela


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Ao olhar para o estilo clássico dos modelos da Royal Enfield já imagina um passeio tranquilo pelo asfalto em um dia ensolarado e quente, certo? Não necessariamente. Tanto a Classic  quanto a Bullet 500 apresentam estrutura rígida e mecânica confiável para circular por regiões inóspitas do planeta, como o Himalaia, cordilheira que abrange a Índia, o Paquistão, a China e a região do Tibete, o Nepal e Butão.

Quando os modelos da marca chegaram a Índia, em 1955, logo os militares do país passaram a utilizá-las em patrulhas nos mais diversos locais. Com a popularização da Royal por lá, a região de Ladakh acabaram se tornando um ponto de interesse pelos motociclistas locais, que viam nas belas paisagens das montanhas um lugar de paz e tranquilidade para curtir um passeio de moto. Para se ter ideia da paixão dos pilotos, dizer que Ladkh está para a Royal Enfield como a Rota 66, nos Estados Unidos, está para a Harley-Davidson não é nenhum exagero.

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O projeto, que começo a ser desenvolvido em 2014 deu origem a uma moto de perfil esguio, com suspensões de longo curso e pneus de uso misto, para favorecer suas propriedades off-road. Suspensão monoamortecida com link – a primeira na história da Royal – e baixo centro de gravidade foram outras preocupações ao criar a moto. Já o propulsor é um monocilíndrico de 411 cm³, capaz de gerar até 25 cv a 6.500 rpm, enquanto o torque máximo de 3,26 kgf.m está disponível nos 4.250 giros. O câmbio é de seis marchas e a roda dianteira tem aro 21’’.

A scrambler de 1948

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No mesmo ano, a Bullet 350 voltou a se destacar, mas desta vez no International Six Days Trials (ISDT), uma das competições mais difíceis do mundo e que hoje é chamada de International Six Days Enduro (ISDE). A prova, realizada nos Alpes Italianos, contou com a participação de dois exemplares da moto, que garantiram a medalha de ouro para os pilotos Charlie Rogers e Vic Brittain. A Royal Enfield participou com sucesso do ISDT até 1953.


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