Yamaha detona Mundial de Superbike “por corrida injusta”

Autor: Carlos Bazela


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Segundo a Yamaha, mesmo com motos de diferentes capacidades cúbicas, os pilotos eram capazes de mostrar seu potencial em pé de igualdade e isso não aconteceu na última prova, com as RC 390 da KTM e a recém-lançada Kawasaki Ninja 400 fazendo tempos quase cinco segundos menores do que a pole da última temporada, por serem entre 10 e 15 quilômetros por hora mais velozes. Com isso, a YZF-R3 ficou sendo a menor moto em termos de capacidade cúbica na categoria, que também recebe a Honda CBR 500R. O melhor piloto a bordo de uma R3 foi o espanhol Daniel Valle, que chegou em 13º lugar.

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“Infelizmente, eles enfrentaram concorrência desleal devido aos níveis incorretos de desempenho entre os fabricantes, quando os regulamentos técnicos são projetados para oferecer condições equitativas. Por esta razão, os nossos rapazes – que fizeram um trabalho fantástico – foram impedidos de lutar pelas posições que mereciam. Os organizadores, a Dorna e a FIM (Federação Internacional de Motociclismo), compreendem a situação e esperamos que eles façam alterações antes da próxima corrida”, finalizou Dosoli.

Por enquanto, nem a Dorna e nem a FIM comentaram as críticas feitas pela Yamaha. O Mundial de Superbike segue agora para a Holanda, onde a próxima etapa acontece já no próximo domingo, dia 22 de abril, no circuito de Assen.


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